
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Weverton Rocha (PDT-MA), brincou sobre a tensão da análise do atual Advocacia-Geral da União (AGU) para a vaga de Luís Roberto Barroso.
“Me jogaram uma granada sem pino”, disse o parlamentar nesta quinta-feira, 27.
Rocha é o responsável pelo parecer que pode homologar ou rejeitar a indicação de Messias.
A CCJ do Senado marcou para 10 de dezembro a sabatina de Jorge Messias. O anúncio foi feito pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA) nesta segunda-feira, 25, em coletiva de imprensa.
Otto estava acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O cronograma definido pelos dois para a tramitação da indicação de Lula na Casa Alta prevê ainda que a leitura da mensagem presidencial na CCJ será feita no dia 3 de dezembro e que, na data, será concedida vista coletiva.
No dia 10, após a sabatina, deverá ocorrer a votação da indicação na CCJ e, depois, no plenário da Casa. Otto ainda designou o líder do PDT, Weverton Rocha (MA), como o relator da mensagem presidencial.
“Conversei longamente com o presidente Otto Alencar, porque cabe à CCJ, é uma prerrogativa da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, estabelecer um rito processual para a sabatina e deliberação das autoridades de tribunais superiores, que é o caso da indicação para o Supremo Tribunal Federal”, ressaltou Alcolumbre.
“E conversei com o senador Otto, falando do desejo de que institucionalmente nós pudéssemos nos desobrigar desta missão, até porque é uma situação natural termos a possibilidade de fazermos a sabatina de uma autoridade tão importante como a do Supremo Tribunal Federal, e conversei com o presidente Otto Alencar, para que nós pudéssemos compatibilizar esse calendário”.
Ainda acordo com Alcolumbre, o rito estabelecido “foi uma construção também dentro da viabilidade da pauta da comissão, porque a comissão tem muitas matérias relevantes para tratar e precisava que esse calendário fosse minuciosamente estabelecido com o presidente”.
O senador falou estar “muito satisfeito” de ter chegado ao entendimento com Otto.
Alcolumbre ficou extremamente incomodado com a indicação do advogado-geral da União ao Supremo e pela forma como soube da notícia: pela imprensa. O presidente do Senado era o principal fiador da indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente da Casa.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
