Juan Barreto/JUAN BARRETO

Sem María Corina Machado e com Delcy Rodríguez como presidente interina, EUA buscam evitar a instabilidade de uma mudança total de regime.

A rede social X voltou a ser acessível na Venezuela, mais de um ano após os usuários serem bloqueados pelo ex-ditador Nicolás Maduro, que foi capturado pelas forças dos EUA no dia 3 de janeiro.

A presidente interina, Delcy Rodriguez, atualizou sua biografia na plataforma e escreveu: “Vamos permanecer unidos, avançando em direção à estabilidade econômica, justiça social e o estado de bem-estar que merecemos aspirar.”

Apesar de liberado, o continuou instável. Elon Musk se envolveu em acaloradas trocas online com o ex-ditador venezuelano, até que Maduro reagiu em retaliação pelas críticas à sua contestada eleição de 2024 e bloqueou o acesso ao X.

A medida ocorre na mesma data em que o governo interino começou a libertar cidadãos americanos presos. “Damos as boas-vindas à libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”, disse o funcionário do Departamento de Estado, sob condição de anonimato.

O número, entretanto, não foi revelado. Na segunda, o governo de Delcy Rodíguez anunciou a libertação de 116 presos políticos como parte de um lento processo de solturas divulgado na semana passada, após o bombardeio dos Estados Unidos e a captura do ditador Nicolás Maduro.

A oposição e ONGs especializadas, no entanto, relatam números inferiores. Familiares permanecem angustiados dia e noite em frente às prisões, na esperança de estarem entre os beneficiados.

O Ministério do Serviço Penitenciário informou, em comunicado, que “essas medidas beneficiaram indivíduos privados de liberdade por atos associados à perturbação da ordem constitucional e a atentados contra a estabilidade da nação”.

A ONG Foro Penal alega que, durante a madrugada de segunda, 24 foram soltos, sendo dois italianos. A oposição comunicou ainda a libertação de uma liderança da juventude.

Grupos de direitos humanos estimam que haja entre 800 e 1,2 mil presos por razões políticas na Venezuela. O presidente americano, que afirma estar “no comando” do país após depor Maduro, elogiou o processo de libertações, classificando-o como realizado “em grande estilo”.

Fonte:Estadão

Fonte: Diário Do Brasil

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Venezuelanos recuperam acesso à rede social X e bloqueio imposto por Maduro é encerrado