O vice-presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília (Acim), Marcelo Marcos Mantelli, destacou que no ano passado, em 2025, o empreendedor brasileiro em geral pagou aproximadamente R$ 3,98 trilhões no total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano de 2025, incluindo multas, juros e correção monetária. “Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Impostômetro registrou R$ 3,6 trilhões, houve um crescimento de 10,56%”, disse o dirigente mariliense ao observar os números comparativos, e justificando que esse aumento acontece devido a uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação tributária no Brasil. “Entre eles, destaca-se o aquecimento da atividade econômica”, afirma o vice-presidente mariliense.

Marcelo Marcos Mantelli admite que o consumo foi grande no ano passado e isso fez com que movimentasse mais intensamente o comércio em geral, gerando mais impostos. “A inflação também desempenhou um papel relevante, uma vez que o sistema tributário brasileiro é majoritariamente baseado em impostos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços dos bens e serviços”, falou o diretor da associação comercial de Marília ao comparar os números apresentados pelo painel eletrônico que soma de forma imediata o valor pago pelo empresariado aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano de 2025, incluindo multas, juros e correção monetária. “Este painel é a principal ferramenta comparativa dos impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o início de cada ano”, explicou o dirigente mariliense.

O vice-presidente Marcelo Marcos Mantelli, da associação comercial, comenta sobre o impostômetro e o Gasto Brasil

Outros fatores servem de explicação para o crescimento da arrecadação: a tributação de fundos exclusivos e offshores; mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; retomada da tributação sobre combustíveis; a tributação das apostas (Bets); impostos sobre encomendas internacionais (como a taxa sobre as “blusinhas”); a reoneração gradual da folha de pagamentos; o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (PERSE); o aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “O interessante é verificar que a cada ano só há crescimento na arrecadação, independente dos motivos”, lamentou pelo fato dos governos não mostrarem melhoria na qualidade de serviço prestado para a população. “Neste caso a cada ano só piora”, disse.

O valor representa uma marca inédita no painel, e um aumento de R$ 300 bilhões na arrecadação de tributos comparado com o mesmo período de 2024, quando o Impostômetro encerrou o ano com o total de R$ 3,6 trilhões arrecadados. Enquanto a arrecadação de 2025 fecha o ano em R$ 3,9 trilhões, os gastos públicos, medidos pelo Gasto Brasil, encerram o ano acima de R$ 5 trilhões, sendo R$ 2,14 trilhões do caixa do Governo Federal, R$ 1,41 trilhão dos estados e R$ 1,44 trilhão dos municípios. A ferramenta de transparência da ACSP alterna sua visualização com o painel do Impostômetro. “Por isso que a conta nunca fecha”, comentou Marcelo Marcos Mantelli ao lembrar que o painel físico do Impostômetro está localizado na rua Boa Vista, 51, Centro Histórico de São Paulo, na fachada do edifício-sede da ACSP.

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Impostômetro 2025: Painel atinge quase R$ 4 trilhões no pagamento de impostos, mostra vice-presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília, Marcelo Mantelli