
Reuters
Milhares de agricultores intensificaram os protestos nesta terça-feira (20) em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França. O ato, que reuniu cerca de 5.500 manifestantes franceses, italianos, belgas e poloneses, ocorre na véspera de uma votação decisiva sobre a legalidade do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no último sábado (17). O clima de tensão aumentou à tarde, com confrontos entre manifestantes e a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo após ser alvo de bombas de fumaça e garrafas.
O foco das críticas é a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Os agricultores argumentam que o tratado permite a entrada de produtos sul-americanos produzidos com padrões ambientais e sanitários inferiores aos europeus, o que representaria uma concorrência desleal e um risco à saúde dos consumidores. “A Comissão Europeia está nos abandonando”, afirmaram associações do setor, que defendem a manutenção de uma produção agrícola forte dentro do continente e temem a importação massiva de carne, açúcar e soja.
Nesta quarta-feira (21), os parlamentares decidirão se encaminham o texto do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Se a votação for favorável ao encaminhamento e o tribunal considerar o acordo incompatível com os tratados europeus, ele só poderá entrar em vigor se for alterado. Enquanto isso, os agricultores prometem permanecer em Estrasburgo, pressionando parlamentar por parlamentar para impedir que o tratado, negociado há mais de 25 anos, avance.
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Fonte:Jovempannews
Fonte: Diário Do Brasil
