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Com a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento — conhecida como Will Bank —, o rombo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já está em processo para desembolsar R$ 40,6 bilhões relativos ao Banco Master, pode se aproximar de R$ 50 bilhões com a inclusão do Will. A instituição fazia parte do conglomerado Master.

Dados do IFData, sistema do Banco Central que consolida informações contábeis das instituições financeiras, mostram que a Will Financeira mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo na data-base de setembro do ano passado — último balanço disponível.

Esses depósitos correspondem principalmente a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), títulos emitidos pelos bancos para captar recursos junto ao público, com prazo definido para resgate e remuneração por juros.

Por se tratarem de passivos das instituições financeiras, esses valores precisam ser devolvidos aos investidores e contam com a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Na prática, quanto maior o volume de depósitos a prazo concentrado em uma instituição, maior é a exposição do FGC em caso de intervenção ou liquidação. No caso do Will, o montante tende a ampliar significativamente a pressão sobre o fundo, especialmente em razão da liquidação do próprio Banco Master, decretada em novembro do ano passado.

Indisponibilidade de bens

Criado em 2017, o Will foi comprado por Daniel Vorcaro em 2024, tornando o Banco Master o controlador majoritário do banco digital. A decisão de liquidação, assinada em ato pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, determina a indisponibilidade dos bens dos sócios do Master, além do próprio Vorcaro, e dos administradores listados abaixo:

  • Daniel Bueno Vorcaro
  • Armando Miguel Gallo Neto
  • Felipe Wallace Simonsen
  • Will Holding Financeira
  • Master Holding Financeira
  • 133 Investimentos e Participações
  • Ricardo Saad Neto (ex-diretor)
  • Felipe Felix Soares de Sousa (ex-diretor)

Presença no Nordeste

O banco digital foi adquirido pelo Master com o objetivo de expandir a base de clientes do Will, que possui forte presença no Nordeste. De acordo com o BC, a liquidação extrajudicial tornou-se necessária porque, em 19 de janeiro, a Will descumpriu a grade de pagamentos junto ao arranjo de pagamentos da Mastercard.

“Assim, tornou-se inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”, cita nota do BC.

A medida ocorre após a liquidação do Banco Master, decretada em novembro do ano passado. O conglomerado administrado por Vorcaro é alvo de investigação da Polícia Federal (PF) em um inquérito sob sigilo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a decisão, as atividades da financeira são imediatamente interrompidas, com o afastamento dos administradores e a nomeação de um liquidante, responsável por levantar ativos e passivos, apurar eventuais irregularidades e conduzir o pagamento de credores, conforme a ordem legal.

vom informações de Metrópoles 

Fonte: Diário Do Brasil

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Liquidação do Will Bank pode levar rombo do FGC a R$ 50 bilhões