
A vice-presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília, Valéria Cristina Tamião de Oliveira, disse que o comércio varejista paulista deixará de faturar R$ 17 bilhões com os feriados e os prolongamentos em 2026, ao observar o calendário de funcionamento do comércio de Marília, principalmente, que está sendo distribuído gratuitamente na sede da entidade mariliense. Segundo a dirigente, as farmácias e os supermercados terão as maiores perdas.
“Certamente, por outro lado, segmentos ligados ao turismo devem faturar mais”, disse a empresária ao verificar a quantidade de datas comemorativas que caem em dias úteis, alguns como feriados municipais, estaduais e federais, próximos do fim de semana. “O funcionamento da loja é facultativa, mas a presença do consumidor perde à força de qualquer maneira”, disse.
Valéria Cristina Tamião de Oliveira apontou 12 feriados em dias úteis e quatro datas que proporcionarão feriados prolongados. No ano passado, em 2025 foram nove feriados em dias úteis e cinco prolongamentos.
“De acordo com a FecomercioSP o faturamento do varejo no ano passado, talvez, fique na casa de R$ 1,5 trilhão. Se isso se confirmar, o montante de perdas estimado com os feriados representaria 1,1% da receita anual”, calculou a vice-presidente da associação comercial de Marília.
“Projetando esse desempenho para 2026, e considerando o maior número de feriados, a Federação estima que farmácias e perfumarias devem apresentar o maior crescimento proporcional nas perdas na comparação com 2025: alta de 15,8%, alcançando R$ 2,3 bilhões”, projetou a dirigente em tom de preocupação.
Na sequência dos dados apresentados, aparecem os supermercados, com elevação de 15% e cerca de R$ 8,2 bilhões a menos em faturamento — o maior volume absoluto de perdas, equivalente a 48,4% do total.
O grupo de outras atividades, no qual predomina o comércio de combustíveis, deve concentrar um quarto das perdas, totalizando R$ 4,2 bilhões — alta de 11,1%.
A expectativa é que as lojas de vestuário, tecidos e calçados deixem de faturar quase R$ 2 bilhões, alta de 14,9% em relação ao ano passado. Já as lojas de móveis e decoração devem registrar perdas de R$ 280 milhões, alta de 5,8% na mesma base de comparação.
Para a vice-presidente da diretoria da Associação Comercial e de Inovação de Marília é de fundamental importância que comerciantes, comerciários e consumidores tenham em mãos, sempre, o calendário de funcionamento do comércio de Marília para as tratativas necessárias tanto para a carga horária dos funcionários, como das presenças dos consumidores nos principais corredores comerciais da cidade.
“As lojas localizadas em shopping, galerias e supermercados, contam com legislação diferenciada”, alertou Valéria Cristina Tamião de Oliveira ao lembrar que somente nos dias: 25 de dezembro, 01 de janeiro e 01 de maio, em que as lojas não podem abrir.
“Desde que respeitem a convenção coletiva de trabalho qualquer loja pode abrir o dia e a hora que quiser”, destacou a vice-presidente da diretoria apontando para o “QR Code” impresso no calendário que apresenta a convenção assinada entre os representantes dos empregadores e empregados.
