
. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)
Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, divulgados nesta quinta-feira (29), registraram novo recorde de inadimplência entre as empresas brasileiras, em novembro de 2025, com 8,9 milhões de CNPJs negativados. O patamar avança vertiginosamente neste governo do presidente Lula (PT) e é o maior desde o início da série histórica, remetendo a uma dívida que supera R$ 210,8 bilhões já negativada.
Segundo a Serasa, a dívida média por empresa alcançou R$ 23.790,80, em novembro, com uma média de sete contas negativas por empresas, e ticket médio de R$ 3.374,40. As empresas mais negativadas foram do setor de serviços (55,2%), seguidas das do comércio (32,7%), e da indústria (8,1%).
A absoluta maioria dos CNPJs negativados são de porte Micro, Pequenas e Médias Empresas, com 8,5 milhões endividados. Foram 57,7 milhões de dívidas negativadas concentrada neste setor, e somando R$ 190,3 bilhões em contas não pagas. Fenômeno que decorre da maior vulnerabilidade de empresas de menor porte aos ciclos de crédito mais restritivos, já que esses negócios costumam ter menor acesso a financiamento e menos margem para renegociação, como avaliou a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.
A principal origem das dívidas dessas empresas também é do setor de serviços (31,4%), que foi maior que as negativações por atrasos em bancos e cartões (19,9%). Outras origens das dívidas foram responsáveis pelo patamar de 18%, seguidas de débitos com cooperativas (8,4%), utilities (7,1%) e telefonia (6,2%).
Onde devem mais
O estado de São Paulo sedia 6,9 milhões das 8,9 milhões de empresas negativadas no Serasa. O que é mais que o triplo do montante dos CNPJs endividados em Minas Gerais (836.320) e Rio de Janeiro (824.158), respectivos 2º e 3º do ranking de novembro. O Paraná, com 559.910 endividadas, e o Rio Grande do Sul, com 487.870, fecham o top 5 dos estados com empresas negativadas.
Tal quadro dos estados com mais empresas negativadas já demonstra quem lidera a concentração das dívidas, regionalmente. O Sudeste é o líder, com 4,76 milhões de empresas inadimplentes, 53,7% do total nacional. A região Sul é a segunda, com 1,44 milhão; seguida do Nordeste, com 1,36 milhão; Centro-Oeste, com 774 mil, e Norte , com 531 mil.
Juros e crédito restrito
Para Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, atribui o resultado ao cenário econômico ainda marcado por juros elevados e crédito mais restritivo.
“O recorde de inadimplência em novembro mostra que muitas empresas seguem com pouco espaço financeiro para absorver oscilações de custos ou de receita. Com o crédito mais caro, cresce a dificuldade de alongar dívidas, o que acaba levando ao atraso de obrigações recorrentes”, avaliou Abdelmalack.
Além disso, a porta-voz da Serasa conclui que o crescimento das dívidas ligadas a instituições financeiras e a serviços essenciais mostra que as empresas estão priorizando despesas operacionais imediatas, enquanto postergam compromissos financeiros, o que é típico de momentos de maior aperto de liquidez.
com informações de Diário do poder
Fonte: Diário Do Brasil
