Reprodução / Redes Sociais

O câncer ainda é encarado pela medicina como uma doença sem cura definitiva, tratável apenas por controle, remissão ou prolongamento da sobrevida, com raras exceções até os dias de hoje. O entendimento, que prevalece nos protocolos oficiais, está mudando. Uma sequência de descobertas científicas passou a desafiar esse consenso, ao constatar mecanismos capazes de interromper processos fundamentais que sustentam o crescimento tumoral. Pesquisadores afirmam que, pela primeira vez, a ciência começa a dar passos consistentes rumo a algo que antes parecia inalcançável.

O ponto de virada não está em uma única técnica ou em um tratamento isolado, mas na convergência de áreas que avançaram quase simultaneamente. Genética, epigenética, imunologia e ciência de dados passaram a dialogar de forma inédita, permitindo que o câncer seja observado não apenas como um tumor visível, mas como um sistema biológico complexo, dependente de genes, sinais químicos e rotas de sobrevivência específicas. Ao mapear os caminhos, a medicina passou a identificar onde o câncer pode ser interrompido.

Uma das frentes mais fortes envolve a chamada desativação de genes ligados à origem e à progressão da doença. Em vez de alterar permanentemente o DNA, o que sempre levantou preocupações éticas e clínicas, pesquisadores passaram a atuar sobre a expressão gênica, bloqueando a leitura de genes defeituosos que funcionam como motores do tumor. Na prática, é um mecanismo reversível, comparado por cientistas a um interruptor biológico, capaz de silenciar programas que mantêm a célula cancerígena ativa. Resultados experimentais mostraram que, ao perder esse comando, muitos tumores deixam de se multiplicar e entram em colapso.

O avanço se soma a outra mudança estrutural no combate ao câncer, que é a capacidade de identificar a doença cada vez mais cedo e acompanhá-la com maior precisão. A biópsia líquida, baseada na detecção de fragmentos de DNA tumoral no sangue, passou a permitir o monitoramento molecular da doença em tempo real. Em vez de aguardar o reaparecimento do tumor em exames de imagem, médicos conseguem antecipar sinais de progressão ou falha terapêutica.

Fonte:Conexão Politica

Fonte: Diário Do Brasil

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Ciência vive Era de Ouro na medicina com avanços rumo à cura do câncer