
REPRODUÇÃO DE VÍDEO
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os frequentes roubos de celulares durante o carnaval gerou forte reação negativa. Ao afirmar que, diante da criminalidade, a solução seria simplesmente não levar o aparelho aos bloquinhos, Lula foi acusado de transferir a responsabilidade do problema para a vítima, em vez de enfrentar a causa real: a falta de segurança pública.
O Brasil registra milhares de furtos e roubos de celulares todos os anos, com picos justamente em grandes eventos populares. Para críticos, a fala do presidente soa como uma normalização do crime, passando a mensagem de que o cidadão deve abrir mão de seus bens e de sua liberdade para se adaptar à violência, enquanto o Estado falha em cumprir seu papel básico de garantir segurança.
A declaração também reforça uma percepção já difundida entre parte da população: a de que o governo prefere discursos simplistas a ações concretas. Em vez de apresentar medidas efetivas de policiamento, inteligência e punição aos criminosos, a orientação prática vira “não leve o celular”, como se isso resolvesse o problema estrutural.
Para muitos brasileiros, a fala simboliza um distanciamento da realidade cotidiana. O cidadão trabalha, paga impostos altos e, ainda assim, é aconselhado a se esconder, limitar seus hábitos e aceitar o medo como algo normal. O recado que fica é duro: em vez de combater o crime, o governo parece sugerir que a população se adapte a ele.
COM INFORMAÇÕES DE FOLHAPRESS
Fonte: Diário Do Brasil
