Reprodução Metrópoles

Ele trabalha em silêncio e costuma ser lembrado apenas quando algo vai mal. O pâncreas é um dos órgãos mais importantes do metabolismo humano: produz enzimas digestivas e hormônios como a insulina, responsável por controlar a glicose no sangue. Quando ele entra em sofrimento, surgem problemas como diabetes tipo 2, pancreatite e até aumento do risco de câncer pancreático.

A boa notícia é que grande parte dos danos ao pâncreas está relacionada ao estilo de vida, como a alimentação, e podem ser evitados.

Por que o pâncreas adoece

O pâncreas sofre principalmente com sobrecarga metabólica. Isso acontece quando o corpo precisa produzir insulina repetidamente em grandes quantidades para lidar com excesso de açúcar circulante no sangue. Ao longo dos anos, esse esforço constante leva à resistência à insulina e à falência progressiva das células pancreáticas.

Entre os principais fatores que contribuem para esse processo estão alimentação ultraprocessada, sedentarismo, excesso de gordura visceral e consumo frequente de álcool.

A pancreatite, por sua vez, costuma ter duas causas predominantes: álcool e cálculos biliares. Já o câncer de pâncreas tem forte associação com inflamação crônica e metabolismo alterado.

O que fazer no dia a dia para proteger o pâncreas

Reduzir picos de açúcar no sangue

A saúde pancreática depende diretamente da estabilidade glicêmica. Quanto mais picos de glicose, maior o trabalho da insulina.

Na prática:

  • Evitar bebidas açucaradas;
  • Diminuir farinha branca e doces frequentes;
  • Priorizar refeições com fibras, proteínas e gorduras boas;
  • Não passar longos períodos beliscando.

Comer comida de verdade na maior parte do tempo

Alimentos ultraprocessados combinam açúcar, gordura refinada e aditivos — uma combinação que estimula inflamação metabólica.

Prefira:

  • Legumes, verduras e frutas inteiras;
  • Grãos integrais;
  • Oleaginosas;
  • Proteínas naturais;
  • Gorduras como azeite de oliva.

Manter o fígado saudável

O fígado gorduroso aumenta diretamente a resistência à insulina e sobrecarrega o pâncreas. Os dois órgãos funcionam como uma dupla metabólica: quando um piora, o outro sofre. Perder de 5 a 10% do peso corporal, quando necessário, já reduz significativamente essa sobrecarga.

Dormir bem regula a insulina

Poucas horas de sono elevam cortisol e reduzem a sensibilidade à insulina no dia seguinte. Isso obriga o pâncreas a produzir mais hormônio para compensar. Dormir entre 7 e 9 horas por noite melhora diretamente a resposta glicêmica.

Controlar o estresse crônico

O estresse constante mantém o corpo em estado de alerta metabólico, aumentando a glicose circulante mesmo sem ingestão de açúcar. É como se o organismo estivesse preparado para uma ameaça o tempo todo. Atividade física, exposição à luz natural e pausas mentais ao longo do dia ajudam a reduzir esse efeito.

Atenção ao álcool

O consumo frequente é um dos maiores agressores pancreáticos. Mesmo em pessoas jovens, pode desencadear inflamação aguda do órgão. A recomendação atual é evitar o uso diário e manter consumo ocasional e moderado.

Quando investigar

Sinais como dor abdominal persistente irradiando para as costas, emagrecimento sem causa, fezes gordurosas ou aumento da glicose em exames de rotina devem ser avaliados.

A prevenção ainda é o melhor caminho

Diferente de outros órgãos, o pâncreas costuma dar poucos avisos antes de adoecer. Por isso, os cuidados precisam começar antes dos sintomas. Pequenas mudanças consistentes, como alimentação simples, sono regular e movimento são hoje as estratégias mais eficazes para preservar sua função ao longo da vida.

com informações de Metrópoles 

Fonte: Diário Do Brasil

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Médica diz o que colocar na dieta para evitar inflamação no pâncreas