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A planta quebra-pedra, conhecida pelo uso tradicional no cuidado com o sistema urinário, ganhou destaque após a Fiocruz anunciar o desenvolvimento do primeiro fitoterápico industrializado feito com a planta para distribuição no SUS.
O movimento marca um passo importante ao levar um conhecimento popular para dentro de um processo farmacêutico padronizado e supervisionado.
O nome quebra-pedra engloba espécies do gênero Phyllanthus, sendo a mais estudada a Phyllanthus niruri. Ela cresce com facilidade no clima tropical brasileiro, mas sua composição química varia conforme a espécie, o solo, o clima e a forma de cultivo. Estudos da Embrapa mostraram que essa variação influencia diretamente a concentração dos compostos ativos, o que ajuda a explicar por que o chá caseiro pode gerar resultados diferentes entre as pessoas.
O principal benefício estudado está ligado ao sistema urinário. A planta atua como diurético natural, aumenta o fluxo de urina e pode auxiliar na redução de pequenos cristais que formam pedras nos rins. Isso não significa cura garantida. Dependendo do tamanho e da composição das pedras, pode ser necessário tratamento médico específico. Pesquisas também investigam possíveis ações antioxidantes e anti inflamatórias associadas aos flavonoides presentes na planta.
O diferencial do fitoterápico desenvolvido pela Fiocruz está na padronização industrial: identificação correta da espécie, controle rigoroso da matéria prima, testes de qualidade e definição exata da quantidade de princípios ativos.
A entrada da quebra pedra no SUS reforça um ponto central: planta medicinal pode ser aliada da saúde, mas com ciência, controle e acompanhamento profissional.
Fonte:agroestadao
Fonte: Diário Do Brasil
