
Ao longo de mais de um século, regimes comunistas chegaram ao poder por eleição ou violência e deixaram um rastro de repressão, empobrecimento e destruição cultural. Estima-se que mais de 100 milhões tenham morrido sob essas experiências
Por Jeff Minick, Autor do The Epoch Times
Um homem pega um atalho pelo canteiro de obras e fura o pneu. No dia seguinte, repete o trajeto e fura de novo. No terceiro dia, faz o mesmo e obtém o mesmo resultado. No quarto, aplica-se o ditado: insanidade é repetir a mesma ação esperando resultado diferente.
Qualquer pessoa que apoie o comunismo em 2026 — incluindo suas variantes como o socialismo democrático e outros coletivismos — se encaixa nessa lógica.
Ao longo de mais de um século, regimes comunistas chegaram ao poder por eleição ou violência e deixaram um rastro de repressão, empobrecimento e destruição cultural.
Estima-se que mais de 100 milhões tenham morrido sob essas experiências. Repetidamente, promessas de igualdade resultaram em perda de liberdade e prosperidade.
Ainda assim, em maio de 2025, pesquisa do Cato Institute–YouGov mostrou que 62% dos americanos (você pode considerar o Brasil também) entre 18 e 29 anos têm visão favorável do socialismo e 34% do comunismo.
Que ideologias tão amplamente desacreditadas voltem a atrair apoio levanta uma pergunta inevitável: por quê?
A educação é parte da resposta. Ao longo das últimas décadas, o ensino de história americana foi reduzido ou transformado em narrativa predominantemente crítica, enfatizando falhas sem igual atenção às virtudes e correções institucionais.
Ao mesmo tempo, departamentos acadêmicos e setores culturais passaram a difundir leituras simpáticas ao coletivismo. O resultado é um ambiente intelectual saturado por essas ideias.
O antídoto está no ensino da história completa — tanto das virtudes americanas quanto dos fracassos do coletivismo no século XX.
Regimes centralizados demonstraram como o poder, quando não contido, tende a expandir-se, corroendo direitos e concentrando controle.
Não é necessário recorrer apenas ao passado distante. Expansões recentes do poder governamental, intervenções mal conduzidas e burocracias excessivas oferecem exemplos contemporâneos dos riscos de concentração de autoridade.

Regras criadas com boas intenções frequentemente sufocam inovação e responsabilidade individual.
Ensinar lógica básica e pensamento crítico também pode fortalecer defesas contra promessas simplistas.
Lógica, razão e senso comum ajudam a avaliar propostas que oferecem segurança em troca de liberdade.
Há ainda um fator cultural: jovens excessivamente protegidos, moldados por uma cultura terapêutica e pela mediação constante de telas, podem sentir-se inseguros diante de riscos e incertezas.
O Estado surge como figura protetora, oferecendo direção e estabilidade. Autossuficiência e responsabilidade, pilares da liberdade, tornam-se menos atraentes.
Esses eleitores apoiam candidatos alinhados a plataformas socialistas, acreditando que maior intervenção estatal trará justiça e segurança.
Mas a história sugere cautela. Como advertiu Ben Franklin, quem abre mão de liberdade essencial por segurança temporária pode acabar sem ambas.
Somente ao combinar ensino histórico honesto com valorização da autossuficiência os jovens poderão avaliar criticamente as promessas do coletivismo.
Aqui, vem à mente uma velha piada da União Soviética:
Um estudante escreveu em sua redação semanal: “Minha gata acabou de ter sete filhotes. Todos são comunistas.” Na semana seguinte, o garoto escreveu: “Os filhotes da minha gata agora são todos capitalistas.”
A professora pediu que explicasse a mudança: “Na semana passada, você disse que todos eram comunistas.”
O garoto assentiu. “Eram. Mas esta semana eles abriram os olhos.”
Todos os americanos — e não apenas os jovens — precisam amadurecer e abrir os olhos se quisermos evitar a destruição adicional de nossas liberdades e as políticas desastrosas e fracassadas do coletivismo.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do The Epoch Times.
