O presidente da Associação Comercial e de Inovação de Marília, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, participou de reunião envolvendo os vice-presidentes da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, na sede da instituição em São Paulo, quando uma nova mobilização em defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de emprego e renda no País, começa a ser desenvolvida em meio a um importante ano eleitoral e uma polarização dos debates que impactam diretamente os pequenos negócios.

“Nossa Rede de Associações Comerciais inicia uma nova ação de luta, mobilização e conscientização”, disse o dirigente mariliense que está como vice-presidente da Facesp na Região de número 15 do órgão paulista.

Durante reunião as lideranças do sistema associativista definiram três pautas prioritárias para 2026: protagonismo nas eleições, com apoio a propostas alinhadas à classe empreendedora; mobilização nacional pela aprovação do voto distrital; e a construção de um manifesto contra a redução da escala 6×1, com o objetivo de dar voz à insatisfação do setor produtivo.

“Tudo isso visa fortalecer o posicionamento contrário à diminuição da jornada de trabalho, em que as associações comerciais receberão dados técnicos e econômicos que poderão ser compartilhados nos municípios e regiões, demonstrando os impactos negativos da proposta sobre a economia local e a sustentabilidade dos pequenos negócios”, disse o presidente da associação comercial mariliense, presente no encontro.

Participou da reunião o conselheiro da Facesp, Guilherme Afif Domingos, que afirmou “categoricamente” que a redução da carga horária sem contrapartida em qualificação profissional representa “um desastre anunciado”. 

Segundo ele, o tema exige uma mobilização pública expressiva, iniciando por São Paulo, para demonstrar a insatisfação do setor produtivo diante da exclusão do debate. 

“A mudança pode ser prejudicial aos próprios trabalhadores, ao comprometer a viabilidade financeira de milhares de pequenos negócios”, disse em tom enfático ao mostrar-se preocupado com a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. 

“Vamos apresentar aos colaboradores os impactos diretos da proposta, mostrando que muitos empreendedores não terão condições de manter o negócio em funcionamento, gerando demissões”, disse ao explicar os problemas que isto pode causar.

Para o presidente da CACB e Facesp, Alfredo Cotait Neto, tratam-se de projetos com viés eleitoreiros, que ignoram efeitos estruturais sobre a economia.

Segundo ele, há risco de decisões parlamentares orientadas pela busca de popularidade, sem análise de consequências de médio e longo prazo. 

Cotait defende uma atuação firme das associações comerciais e da sociedade civil organizada para expor a superficialidade do debate e os impactos reais sobre empresas, empregos e renda. 

“A Facesp avalia que, por se tratar de um tema eleitoral, a reação precisa ser rápida, estruturada e contundente, apresentando alternativas concretas à proposta em discussão”, defendeu o dirigente que está a frente da Facesp, da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e da Associação Comercial de São Paulo.

2 A 6 MILHÕES
DE ELEITORES

No Estado de São Paulo existem
cerca de 1,5 milhão de empresas formalizadas. Já o número real de empresários formais hoje está estimado entre 1,5 milhão a 2 milhões de empresários formais.

Somados seus familiares diretos, correspondem a até 6 milhões de eleitores. Uma grande força a ser considerada.

Desse total, as micro e pequenas empresas dominam o cenário.
Cerca de 98% a 99% das empresas são micro ou pequenas.

Considerando 1,5 milhão de empresas formais, micro e pequenas empresas correspondem a aproximadamente 1,47 milhão. Já as médias e grandes
correspondem a cerca de 30 mil empresas.

EMPREGOS

Além disso geram milhões de empregos. Dai a importância do combate a projetos eleitoreiros que podem resultar no fechamento de micro e pequenas empresas e, consequentemente, no desemprego de milhões de trabalhadores. Essa é a realidade.

O Estado de São Paulo é o maior gerador de empregos do Brasil. A região Sudeste do País tem estimada a participação de 51% do total nacional, que são 46,2 milhões de empregos formais no País.

Somente o Estado de São Paulo responde por cerca de 28% a 30% do total nacional, com números entre 13 a 14 milhões de empregos formais.

As micro e pequenas são responsáveis por grande parte desses postos de trabalho.
Cerca de 48% a 70% dos empregos privados em SP.

A estimativa dos gerados por micro e pequenas empresas está entre 6 a 9 milhões de empregos no Estado.

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2 a 6 milhões de eleitores: dirigentes de Associações Comerciais de São Paulo se mobilizam em defesa das micro e pequenas empresas. Conheça nova ação de luta, mobilização e conscientização em ano eleitoral