(INSS/Divulgação)

Não é sempre que o país, em pleno ano eleitoral, presencia políticos se recusando a continuar a investigar um esquema de corrupção que vitimou mais de 5 milhões de aposentados no país, desviando de contas do INSS mais de 6 bilhões de reais.

O dilema entre prorrogar ou não a CPMI do INSS, hoje nas mãos do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre, não deveria existir num sistema em que as instituições atuam livres de interesses pessoais para identificar e punir quem afrontou as leis.

O movimento para sepultar as investigações no Parlamento mostra que todo o discurso em defesa dos aposentados era só isso mesmo, um falatório que foi esvaziado, aos poucos, pelas revelações sobre poderosos que lucraram com desvios das contas dos velhinhos.

A CPMI tornou-se um incômodo ao expor a blindagem contra políticos e ao se transformar num flanco para revelação de informações que poderosos gostariam que ficassem em sigilo. Muito do que se sabe hoje sobre o escândalo do INSS se deve aos dados colhidos pela investigação parlamentar.

O escândalo do INSS arrastou para as páginas policiais nomes importantes da esquerda e da direita, do petismo ao bolsonarismo, envolvendo caciques que figuram como articuladores na polarização que deve ditar a próxima campanha.

Continua após a publicidade

É por causa da profundidade do mar de lama do INSS e do surgimento do escândalo do Banco Master neste mesmo piscinão que o sistema deve sepultar, nesta quinta, a comissão parlamentar.

O caso levou o ministro André Mendonça, do STF, a dar 48 horas para que o chefe do Congresso prorrogue as investigações. Alcolumbre, que defende o fim da apuração, decidiu esperar até o limite desse prazo para atender à decisão do ministro do Supremo. Ele espera que o próprio tribunal derrube a decisão de Mendonça nesta quinta.

Com informações VEJA

Fonte: Diário Do Brasil

Compartilhar matéria no
Com medo do caso Master, Congresso vira as costas para aposentados roubados no INSS