
REPRODUÇÃO DE VÍDEO
O imam Mohammed Saleem Ali, pregador da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, declarou durante um sermão que o povo palestino não tolerará a presença de homossexuais em seu território. A fala foi registrada em 1º de julho de 2022 e documentada pelo Middle East Media Research Institute (MEMRI), organização especializada em monitorar e traduzir conteúdos de mídia do Oriente Médio.
Agora, quatro anos depois, o vídeo passou a ser republicado por palestinos no X/Twitter, em defesa do sermão. Na ocasião, o religioso afirmou que os palestinos não aceitarão que um único homossexual declare abertamente sua orientação sexual em solo palestino e que não permitirão a existência de instituições que promovam o que chamou de “abominação” na “terra abençoada e pura da Palestina”.
Ali também defendeu que qualquer desvio das leis da sharia representa uma afronta ao islã e convocou os fiéis a rejeitar currículos e normas contrárias aos preceitos religiosos islâmicos.
A Mesquita Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do islã e seus sermões de sexta-feira são transmitidos ao vivo por canais palestinos e amplamente acompanhados.
O MEMRI monitora regularmente essas transmissões e já documentou outros discursos com conteúdo de incitação proferidos no local. As falas dos imãs são também ponto de vigilância por parte das autoridades israelenses, que já proibiram pregadores de acessar o complexo por períodos determinados em razão de declarações consideradas incitativas.
A homossexualidade é ilegal na Cisjordânia e em Gaza, onde pode ser punida com prisão. Organizações de direitos humanos registram casos de perseguição, violência e, em situações extremas, execução de pessoas LGBTQ nos territórios palestinos.
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Fonte: Diário Do Brasil
