
📸 Agência Brasil
Cerca de 130 milhões de consumidores brasileiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste já pagaram R$ 18,3 bilhões a mais pela energia da usina de Itaipu desde 2022, após a adoção de um modelo de definição de tarifas baseado em negociações, em vez da aplicação direta das regras previstas no Tratado da usina binacional.
🪙 O impacto dessa mudança se intensificou em 2026. Apenas nos dois primeiros meses do ano, os brasileiros pagaram quase três vezes mais do que o valor estimado com base no tratado pela energia gerada pela hidrelétrica.
⚡ Dados da própria usina indicam que, entre janeiro e fevereiro, o Brasil respondeu por 76% do Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse), mas recebeu apenas 58% da energia produzida no período. Já o Paraguai consumiu 42% da produção, mas arcou com cerca de 24% dos custos.
📄 A usina pertence meio a meio entre Brasil e Paraguai, mas o Tratado de Itaipu estabelece que cada país tem o direito de consumir a energia correspondente à potência que contratou. Ainda assim, os consumidores brasileiros pagaram cerca de US$ 50,12 por megawatt-hora (MWh) no primeiro bimestre de 2026. Caso as regras do tratado fossem aplicadas, o valor estimado seria de US$ 17,82 por MWh.
💰 No período, o custo adicional foi de US$ 228 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) pagos a mais pelos consumidores brasileiros. Os dados também indicam que 2,89 milhões de MWh de energia paga pelos brasileiros teriam sido consumidos pelo Paraguai no primeiro bimestre.
COM INFORMAÇÕES DE CNN
Fonte: Diário Do Brasil
