A celulite pode até parecer a mesma, mas o corpo conta outra história ao longo dos anos e isso muda completamente a forma como ela aparece. Da adolescência à menopausa, as variações hormonais influenciam diretamente o surgimento, a intensidade e até o lugar onde os “furinhos” ficam mais visíveis. Muitas vezes, o que parece falta de cuidado tem mais a ver com o momento do corpo do que com a rotina.

Na adolescência, a celulite costuma surgir pela primeira vez, acompanhando as transformações hormonais e a formação do corpo feminino. É quando a gordura começa a se concentrar mais em regiões como coxas e glúteos, e a pele passa a mostrar as primeiras irregularidades. “É o início de um processo natural. Mesmo sendo mais leve, já indica como esse padrão pode evoluir ao longo dos anos”, explica o médico Roberto Chacur (CRM/SP 124125 – RQE 33433).

Na fase adulta, ela costuma ficar mais perceptível e até mudar ao longo do mês. Alterações hormonais, retenção de líquido, uso de anticoncepcionais e até a rotina influenciam diretamente na aparência da pele. “O corpo responde de forma mais sensível a essas variações, por isso a celulite pode parecer mais intensa em alguns momentos e mais leve em outros”, afirma.

No mês de conscientização sobre a celulite, tema que ganha mais espaço no setor de estética, iniciativas como a da GoldIncision reforçam a importância de ampliar o entendimento sobre o quadro, especialmente nos casos ligados a fatores hormonais. Para a médica Nívea Bordin Chacur, da clínica Leger, esse movimento aparece com frequência no consultório. “Hoje muitas mulheres chegam querendo entender por que a celulite muda tanto. Já não é só sobre aparência, mas sobre o que está acontecendo com o corpo em cada fase”, diz.

Durante a gravidez e no pós-parto, a celulite tende a se intensificar por causa da retenção de líquido, das mudanças na circulação e das transformações hormonais. Já na menopausa, o cenário muda de novo: a queda do estrogênio interfere na firmeza da pele e na distribuição da gordura, o que pode deixar os “furinhos” mais evidentes e persistentes. É por isso que, ao longo da vida, ela nunca se apresenta da mesma forma.

Para a médica Nívea Bordin Chacur, esse comportamento reforça a importância de olhar para o corpo com mais atenção e menos cobrança. “Cada fase traz um tipo de resposta diferente. Quando a gente entende isso, muda completamente a forma como a gente se olha no espelho”, afirma. “Não é sobre corrigir o corpo, é sobre entender o que ele está mostrando”, conclui.

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No momento, você está visualizando Celulite hormonal, da adolescência à menopausa: o que e como ela muda em cada fase do corpo feminino. Entenda com especialista