
REPRODUÇÃO CONEXÃO POLÍTICA
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema voltou a cruzar o STF nesta terça-feira (21) em entrevista, após o ministro Gilmar Mendes pedir sua inclusão no inquérito das fake news.
“Estamos vivendo um cerceamento ao direito de expressão. Fui governador por quase oito anos, fui criticado o tempo todo por meios de comunicação, por entidades de classe, sindicalistas. Fizeram o meu enterro não sei quantas vezes em Minas Gerais. Pergunte se eu, alguma vez, fui reclamar… Eu sei conviver com a democracia. E crítica faz parte da democracia”, afirmou.
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“Eu não vou engolir isso. O STF do Brasil se transformou num ‘Supremo Balcão de Negócios’. Além de falta de transparência, de conexão com o crime organizado, está atuando de maneira autoritária e arbitrária. Isso causa mais indignação”, declarou Zema.
No vídeo publicado na segunda-feira (20), ele acusou, sem citar nomes, ministros da Suprema Corte de manterem ligações com lideranças do crime organizado, com registros de contratos, negócios e uso de aeronaves pertencentes a essas figuras.
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Zema externou que a ameaça de investigação teve efeito contrário ao pretendido. “Em vez de ter medo, eu ganhei mais energia. Vou dobrar o que estava fazendo. Quero ver quem vai me calar. Só se arrumar um esparadrapo gigante e colocar na minha boca à força. Vou continuar falando que o STF se transformou no ‘Supremo Balcão de Negócios’”.
Entre os motivos que levaram Zema a criticar o STF está uma decisão de Gilmar Mendes de impedir a quebra de sigilos da Maridt Participações, empresa de propriedade do ministro Dias Toffoli e de seus irmãos, que era sócia de um resort de luxo no Paraná. O empreendimento negociou cotas societárias com Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
A notícia-crime de Gilmar Mendes foi encaminhada a Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news.
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Fonte: Diário Brasil
