
REPRODUÇÃO METRÓPOLES
Os pelos são algo natural do corpo e têm funções importantes nas partes íntimas, servindo como uma barreira de proteção contra microrganismos. Por outro lado, em grandes quantidades, eles incomodam, seja por estética ou por higiene. Para organizar a região rapidamente, muitos recorrem às lâminas de barbear – a princípio, um ato inocente, mas que pode trazer problemas.
Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, sem os cuidados necessários, uma simples aparada nas partes baixas pode funcionar como uma porta de entrada para microrganismos perigosos, como bactérias, fungos e vírus.
É com a raspagem com lâmina que ocorrem casos de inflamação por foliculite, pelo encravado e manchas na região. Em casos mais raros, porém mais graves, a ação pode levar a infecções graves, como Gangrena de Fournier, uma condição bacteriana que pode levar à necrose dos tecidos.
“Durante a depilação, podem ocorrer microtraumas ou pequenas fissuras na pele, facilitando a entrada dessas bactérias e o desenvolvimento da infecção. Isso acontece com frequência, até porque muitas pessoas têm o hábito de guardar a lâmina no banheiro, que é um ambiente úmido, favorecendo o acúmulo de bactérias”, explica a dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília.
Segundo o urologista Marcelo Schneider Goulart, para quem gosta de se depilar, o ideal é não deixar a pele completamente pelada. “Remover tudo aumenta o risco de infecção. Quem tira 100% dos pelos tem 2 a 3 vezes mais chance de lesão que quem faz remoção parcial. Deixar uma parte dos pelos protege a área”, diz o especialista da clínica EndoUro, em Florianópolis.
Para quem quer abandonar a lâmina e partir para opções mais seguras sem descuidar da higiene ou estética, as melhores opções para se depilar são:
– Depilação à laser;
– Aparador elétrico;
– Cera – em pessoas com pele mais sensível pode causar alergia;
– Creme depilatório – em pessoas com pele mais sensível, pode causar queimaduras.
Fonte: Diário Brasil
