Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula tem sido aconselhado a aguardar a temperatura política diminuir antes de enviar um novo nome para o Supremo. Se ele vai seguir o conselho, ninguém arrisca dizer.

Em conversas com ministros do Judiciário na última semana, Lula chamou de “filho da p.” quem mais articulou para derrubar a indicação de Jorge Messias. O presidente está convencido de que a articulação não partiu apenas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e sua irritação se estende a todos que assistiram ao desfecho sem reagir.

A lista de descontentamento inclui o ministro da Justiça, Wellington César, que assumiu o cargo em janeiro em substituição a Ricardo Lewandowski. César saiu desgastado do episódio por atuar de forma retraída na defesa do nome de Messias, da mesma forma como comanda a pasta.

Indicado pelo PT da Bahia, o ministro pode perder o cargo para Messias como forma de retaliação. Caso isso ocorra, será a terceira troca promovida por Lula no ministério, que já teve Flávio Dino e Lewandowski à frente.

A segurança pública será um dos principais temas das eleições, segundo as pesquisas, e o governo ainda não apresenta resultados consistentes na área. A cada troca de comando, a equipe é reestruturada, o que compromete a continuidade do trabalho.

Entre os possíveis nomes para o Supremo, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, responde aos que afirmam que chegou sua vez dizendo que não há entusiasmo. De forma diplomática, afirma que a rotina no TCU é mais compatível com seu momento atual — uma maneira de indicar que ninguém quer ser o próximo a se desgastar.

Na avaliação de Lula, segundo relatos, o MDB votou contra Messias na tentativa de emplacar Bruno Dantas no STF.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

Fonte: Diário Do Brasil

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