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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu andamento nesta quinta-feira 28 a uma proposta alternativa à PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada, Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira 27. Poucas horas depois de a oposição protocolar o novo texto, Alcolumbre encaminhou a matéria diretamente à Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
A proposta alternativa foi apresentada por congressistas do PL do PL e tem como primeiro signatário o líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência, Rogério Marinho (PL-RN). O texto cria um modelo de contratação baseado em horas trabalhadas e amplia a possibilidadede negociação direta entre patrões e empregados. A iniciativa surgiu como reação a PEC aprovada na Câmara que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e extingue a escala 6×1.
O gesto de Alcolumbre pesa porque ocorre justamente quando o Senado ainda discute qual será o rito da proposta principal. Embora o presidente da Casa tenha indicado que não pretende barrar a PEC do fim da 6×1, também evita se comprometer com uma tramitação acelerada.
Pelo regimento, a proposta aprovada pela Câmara precisará passar pela CCJ antes de seguir ao plenário do Senado. Há, porém, pressão da oposição para que o texto também tramite na Comissão de Assuntos Econômicos ou até em uma comissão especial, hipóteseque ampliaria o tempo de discussão e poderia empurrar a votação para depois do recesso de julho.
Diante disso, cabe ao presidente do Senado definir o ritmo da tramitação, negociar com líderes partidários e decidir, na prática, quanto espaço cada proposta terá dentro da Casa.
A movimentação ocorre sob um desgaste acumulado da entre Alcolumbre e o presidente Lula (PT). O clima entre os dois se deteriorou após derrota de Messias no Senado.
Com informações de Carta Capital
