
REPRODUÇÃO DE METRÓPOLES
A advogada do Partido Liberal (PL), Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a pesquisa que apontou queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresenta um “problema fatal” e não poderia ter sido registrada na Justiça Eleitoral.
Durante julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira (9/6), Maria Claudia Bucchianeri sustentou que o levantamento da AtlasIntel/Bloomberg apresenta falhas metodológicas, uso de técnicas de indução de respostas e omissão de um vídeo que teria sido exibido aos entrevistados.
“E eu nem precisava adentrar nos outros problemas, que são graves também e que se referem à técnica de framing e de induzimento. A pergunta de qual é a sua visão, positiva ou negativa, de diversas autoridades, não apenas Flávio Bolsonaro, Lula, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, ela é apenas a de número 22”, diz.
A advogada prosseguiu: “Depois de o candidato, o pré-candidato do PL, ter sido submetido a todo tipo de observação envolvendo o escândalo [Banco Master], onde ele nem sequer é investigado, se ele deveria ou não manter a sua candidatura, isso nunca foi colocado na mesa. E só no item 22 pergunto: qual é a sua visão sobre ele, positiva ou negativa? Nenhum dos outros candidatos cujos nomes estão expostos ali se submeteu a esse framing.”
Divulgado em 19 de maio, o levantamento apontou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A pesquisa foi publicada poucos dias após a revelação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse, que contará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O referendo é analisado pelos sete ministros da Corte. Ao conceder a liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu a pedido do PL e apontou indícios de comprometimento da metodologia adotada pela AtlasIntel.
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