
Fonte: Harvard
Costumamos pensar em ossos quebrados como algo que as crianças sofrem em aventuras no parque infantil, mas à medida que envelhecemos, nossos ossos enfrentam um desafio diferente.
Com o tempo, eles podem perder densidade e resistência, tornando-se mais vulneráveis a fraturas – uma condição conhecida como osteoporose.
Essa doença silenciosa se desenvolve gradualmente, muitas vezes sem sintomas, até que uma queda repentina ou uma fratura a revele. A boa notícia? As ferramentas de diagnóstico atuais tornam mais fácil do que nunca detectar a osteoporose precocemente e tomar medidas para proteger a saúde óssea.

Diversas tecnologias podem avaliar a densidade óssea. O exame mais comum é a absorciometria de raios X de dupla energia (DEXA). Nesse procedimento, um aparelho emite raios X através dos ossos para calcular a densidade óssea.
O processo é rápido, levando apenas cinco minutos. E é simples: você se deita em uma mesa enquanto um scanner passa sobre o seu corpo.
Embora a DEXA possa medir a densidade óssea em qualquer parte do corpo, geralmente é utilizada para medir a densidade óssea na coluna lombar (na parte inferior das costas), no quadril (em um local específico no quadril, próximo à articulação) e no colo do fêmur (a parte superior do osso da coxa, ou fêmur).

O exame consegue isso com apenas um décimo da exposição à radiação de uma radiografia de tórax padrão. Embora a DEXA seja considerada o padrão ouro para o rastreio da osteoporose, outro exame de densidade óssea é a ultrassonografia. Na ultrassonografia, ondas sonoras medem a densidade mineral óssea no calcanhar, na tíbia ou nos dedos. O exame é por vezes utilizado em feiras de saúde e em alguns consultórios médicos.
O exame de DEXA ou ultrassom fornecerá um número chamado escore T, que representa o quão próximo você está da densidade óssea máxima média. A Organização Mundial da Saúde estabeleceu o seguinte sistema de classificação para densidade óssea:
• Se sua pontuação T for igual ou superior a -1: sua densidade óssea é considerada normal.
• Se sua pontuação T estiver entre -1 e -2,5: você tem baixa densidade óssea, conhecida como osteopenia, mas não osteoporose.
• Se sua pontuação T for igual ou inferior a -2,5: você tem osteoporose, mesmo que ainda não tenha sofrido nenhuma fratura.
