
Muitos leitores ficam com os olhos brilhando só de ler essa manchete. E não são só eles. Cada vez mais investidores estão eufóricos com a possibilidade de vencer a calvície
Uma nova mina de ouro: depois de faturar bilhões com as famosas canetas emagrecedoras, Wall Street acredita que a calvície pode gerar o próximo boom bilionário da indústria farmacêutica.
Isso porque algumas empresas do setor começaram a apresentar novos tratamentos contra a queda de cabelo que tiveram resultados preliminares animadores.
Como por exemplo, a Veradermics apresentou uma versão em comprimido de liberação prolongada do minoxidil, enquanto a Absci trabalha em uma terapia desenvolvida com IA.
Existe ainda a proposta de injeções no couro cabeludo que inibem a produção de substâncias que provocam a calvice, impedindo o surgimento dos fios de cabelo.
Mil razões para se animar
Só o tratamento da Cosmo pode faturar US$ 3 bilhões globalmente, e a aposta é que exista espaço para mais de uma empresa protagonista — como aconteceu com os remédios de emagrecimento.
Já está dando resultado:
mostrando o apetite dos investidores, as ações da Veradermics subiram 500% desde o começo do ano, e as da Absci mais que dobraram nesse mesmo período.
Afinal, no mundo todo, a calvície afeta cerca de metade dos homens até os 50 anos. Só no Brasil são 42 milhõesde pessoas.
E mesmo assim, tirando o caro transplante capilar, nenhum tratamento novo para esse problema é aprovado desde o fim dos anos 1990.
As únicas opções de remédio hoje —minoxidilefinasterida— têm décadas de existência e trazem efeitos colaterais um tanto quanto chatos, como palpitação e queda de libido.

Um caminho incerto: desenvolver medicamentos é caro, demorado e arriscado, e muitos tratamentos promissores nunca chegam ao mercado — como aconteceu até mesmo com as canetinhas no início.
