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A Polícia Federal afirmou, em relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal, que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria realizado pagamentos mensais de até R$ 760 mil a um funcionário do Banco Central.

De acordo com a investigação, Belline Santana, que era chefe de Supervisão Bancária da autarquia, constava na lista de “amigos” do banqueiro que recebiam pagamentos recorrentes. “Em relação a Belline Santana, os diálogos revelam um fluxo de pagamentos mensais e reiterados”, escreve a PF.

Segundo a PF, os repasses ao funcionário eram intermediados por Leonardo Palhares, proprietário da Varajo Consultores. Os pagamentos teriam começado em outubro de 2023.

Belline, assim como o funcionário do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, já havia sido apontado pela PF como interlocutor frequente do banqueiro. Segundo as investigações, ambos prestavam uma “consultoria informal” a Vorcaro e atuavam em favor do Master, que, como banco, estava submetido à supervisão do BC. Ambos foram afastados pela autarquia.

Na 5ª feira (10.set.2026), o ministro André Mendonça determinou o fim do sigilo de parte dos documentos envolvendo o Banco Master. A decisão seguiu um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Com o fim do sigilo, mais detalhes da relação entre Vorcaro, Belline e Paulo Sérgio vieram à tona.

COM INFORMAÇÕES DE PODER360

Fonte: Diário Do Brasil

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