
Flávio Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira petição ao TSE, endereçada ao ministro André Mendonça, em resposta ao desafio de Lula. No dia anterior, Lula havia protocolado documento autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, e de familiares, dos últimos oito anos, condicionada à reciprocidade.
Flávio disse que aceita liberar os próprios sigilos dos últimos 20 anos, além de dados de familiares citados e de empresas de sua propriedade. A defesa classificou a proposta de Lula como “promessa vazia” e “quebra para inglês ver”.
As condições
Para efetivar a abertura, Flávio exige:
Quebra de sigilos de assessores próximos, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Contas e sigilos de empresas ligadas a familiares de Lula, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), negócios no exterior, empresas de outros filhos, Instituto Lula e L.I.L.S. Palestras desde 2003.
Divulgação de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
Esclarecimentos sobre relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger (registros de entradas em palácios e voos na FAB) e quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Abertura de gastos com cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023 e agendas institucionais da primeira-dama Janja desde o primeiro ano de mandato.
A defesa pede que o TSE intime Lula a aceitar as condições e, em caso negativo, registre a recusa. Flávio nega ser sócio, administrador ou beneficiário da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz, mas admite ser “usuário master” de conta bancária da empresa.

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No palanque
Em comício em Guarulhos, Flávio afirmou: “Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola.” Disse que Lula não tem celular e que quem atende as ligações é Marcola. Também cobrou o sigilo do cartão corporativo e de Janja.
Por que isso importa
A quatro dias do segundo turno, o desafio de Lula sobre sigilos virou troca de condições formais no TSE. Flávio aceita abrir os próprios dados por 20 anos, mas condiciona à abertura de Marcola, Lulinha, Instituto Lula, cartão corporativo e agendas de Janja.
