
Enquanto outras cidades vem agindo com rigor contra festas clandestinas, não só as desfazendo, mas também multando organizadores e participantes, inclusive levando os jovens para serem indiciados e em muitos casos sujeitos a fianças de até R$ 500,00, o prefeito Daniel Alonso não tem se movimentado nesse sentido, o que é um grave erro de gestão.
Segundo o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, a aglomeração desses jovens também indica uma tendência de concentração dos novos casos da infecção em adultos mais jovens. Um levantamento apontou que na semana entre os dias 30 de maio e 12 de junho, a idade média dos casos de internação caiu de 62 para 52 anos, enquanto o de mortes, de 71 para 61 anos.
De acordo com a Fiocruz, existem outros fatores para isso. Primeiro que os mais velhos apresentam uma maior taxa de vacinação, inclusive com a segunda dose. “Além disso, os jovens respeitam menos as regras de prevenção e as variantes se tornaram mais transmissíveis”, complementa Pedro Giavina Bianchi, imunologista e coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Ainda segundo o informe da Fiocruz, o cenário de rejuvenescimento prosseguirá até que a cobertura vacinal atinja todos os grupos etários. Ou seja, mais mortes até lá e possíveis novas variantes.
O prefeito Daniel Alonso poderia facilmente reduzir essa situação, caso tivesse autoridade firme em punir os jovens “festeiros”. Mas para isso sabe que terá que ter um desgasta e pagar um certo preço político, trazendo inclusive possível prejuízo à provável candidatura de sua filha, Daniele Alonso, para deputada. E também na eleição de seu sucessor, ou traidor, como é de costume acontecer após o escolhido tomar posse. Como Daniel rompeu suas promessas e fez com o seu vice-prefeito, Tato Ambrózio.
Mas a questão é que muita gente já morreu devido o comportamento e realização dessas festas, praticamente sem grandes consequências aos participantes, pelo menos aqui em Marília. Daniel Alonso e seu marketing foram incompetentes nessa área, gastaram milhões e não conseguiram se comunicar com esse público. Deveria primeiro explicar aos jovens clandestinos que se contaminam nas festas, voltam para casa e, em muitos casos, contaminaram e mataram seus pais e avós. Sem falar onde trabalham.
A prova está evidente nas estatísticas da redução da idade de internados e mortos. Reduziu com os mais velhos porque foram vacinados primeiro e conseguiram maior imunidade, Quando não morreram, os mais jovens provocaram a morte de parentes e dos próprios pais. É o que está acontecendo agora. Enquanto isso, o nosso prefeito “Live Story” não se aprofunda na realidade. Gosta mesmo é de um marketing, como se resolvesse. Já perdemos mais de 500 vidas e está na hora de começar a prender e indiciar os participantes também das festas clandestinas. Pode esperar. Em cinco ações dessas que ele fizer, praticamente vai acabar essa farra da irresponsabilidade.