“Abre Caminhos” é a música que lança “Encruza Miramar”, o novo EP de Monica Casagrande. A faixa é trilhada por influências que vão
de Clara Nunes até o novíssimo reggaeton. A faixa está disponível em todas as plataformas digitais.
A composição, segundo Monica, veio como uma forma de cura e libertação. “Depois de ter passado por um relacionamento abusivo,
tive que aprender tudo de novo. Redescobrir e redefinir o amor foi o primeiro passo nessa jornada – e é sobre isso que eu quero falar nessa música. O amor pelo nosso próprio corpo, que é nossa moradia; pelo outro, com quem podemos trocar e aprender tanto;
pela terra, a grande mãe; enfim, a conexão com o todo. O amor é o norte.”. A letra é aberta pelas imagens lendárias de Ogum e Iemanjá – “Ogunhê, Odossia” -, dois orixás que invocam forças de polos opostos: um, masculino, representação da guerra e da luta;
outro, feminino, representação dos mares e da maternidade. Se valendo desses opostos complementares, Monica abre os caminhos para a busca de espiritualidade e autoconhecimento.
Alexandre Elias (quem assina produção, mix e master do EP) conta que, para o single, pesquisou bastante Clara Nunes e o álbum “Os Afro-Sambas” de Baden Powell e Vinícius de Morais – principalmente pela similaridade temática. O arranjo foi construído em cima de uma combinação entre reggaeton e ijexá. “Quem me alertou para a similaridade entre os dois ritmos foi o percussionista Reginaldo
Vargas, que me sugeriu, então, gravar um sobre o outro. O resultado final acabou me levando a trazer essa sonoridade para todo o EP e, principalmente, para “Amar é a Revolução”, que Monica me disse considerar uma canção irmã de ‘Abre Caminhos’”.
A música surge como um desejo de tomada de consciência e novos rumos, sempre cuidando para que a força guerreira se encontre
com a afetiva. É esse clima que a saudação final a Exu retoma:
“Salve o senhor da encruzilhadas
dos encontros e desencontros
Loroyê, Exú é Mojubá”

Sobre a artista
Monica Casagrande é cantora, compositora, violonista e pianista de Marília-SP. Em 2019 lançou seu primeiro single, “Segundo Ato do
Novo” e, a partir daí, uma série de outros singles com produção e direção musical de Eduardo Brechó (vocalista do Aláfia) e Renato Alves, também Mariliense, (guitarrista e compositor de jazz), além de contar com Estela Paixão como diretora de voz (vocalista
do Aláfia, backing vocal de Linker e Xênia França).
A artista independente deixou as terras Marilienses em meados de 2011, viveu em São Paulo por mais de 10 anos, onde iniciou sua carreira
artística e agora alça novos voos em terras americanas. “Sempre que posso volto pra Marília, para visitar meus amigos e familiares. Foi lá que compus minha primeira música e
é onde me sinto verdadeiramente em casa.”