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Medicamento é o primeiro que consegue regular e controlar produção de todas as proteínas do organismo

Uma startup brasileira de biotecnologia desenvolveu molécula capaz de rejuvenescer e recuperar neurônios humanos usando terapias de RNA.

O resultado inédito, feita pela Aptah Bio, foi obtido em testes realizados no Canadá, com células do sistema nervoso central de pacientes idosos saudáveis e com Alzheimer.

Segundo a empresa, a molécula atua restaurando o equilíbrio do tamanho dos mRNAs nas células, moléculas responsáveis por levar as informações do DNA para produção de proteínas.

Com o envelhecimento, o DNA sofre rupturas que geram cicatrizes no código genético, levando à produção de proteínas tóxicas que causam doenças, como câncer e Alzheimer.

Pesquisas comprovam que, conforme envelhecemos, perdemos o equilíbrio entre os mRNAs longos e curtos. Isso acontece no corpo inteiro e em várias espécies.

Rafael Bottos, CEO e cofundador da Aptah Bio

Pesquisa

  • Durante a pesquisa, os cientistas da startup analisaram mais de três mil neurônios de pacientes com cerca de 75 anos e aplicaram o medicamento da Aptah Bio por 108 dias;
  • “Conseguimos não só rejuvenescer a célula saudável de um idoso, mas conseguimos ainda recuperar célula doente, devolvendo a capacidade neuronal e tornando-a saudável novamente”, disse Bottos;
  • Segundo a empresa, eles observaram aumento de 40% de sinapses dos neurônios doentes, o que significa que eles recuperaram a atividade neuronal e se tornaram saudáveis novamente;
  • Além disso, eles verificaram que o medicamento não afetou as células saudáveis, mas apenas corrigiu os defeitos nas células doentes.
neurônios
Imagem: Freepik

Medicamento inédito

Segundo a empresa, o medicamento é o primeiro que consegue regular e controlar a produção de todas as proteínas do organismo.

Estamos falando de mais de 100 mil proteínas diferentes. A gente consegue evitar ou reduzir o risco de que as modificações epigenéticas no DNA encurtem os mRNA, que levam às enfermidades.

Caio Leal, cientista-chefe da Aptah Bio

Segundo Bottos, a perspectiva é que, com o uso ainda mais prolongado do medicamento, os resultados sejam ainda mais eficazes.

A Aptah Bio planeja iniciar os testes clínicos em humanos em 2024 após obter aprovações regulatórias necessárias.

Por fim, a startup espera que o medicamento possa beneficiar milhões de pessoas que sofrem de doenças neurodegenerativas.

Por Estella Abreu, editado por Rodrigo Mozelli

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Foto: Gorodenkoff/Shutterstock