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Lente de contato conta com sensores para medir pressão interna do olho e promete ser mais confortável e simples do que avaliação atual

Novas lentes de contato com sensores medem a pressão de dentro do olho para diagnosticar glaucomas de forma mais simples e precisa. Como a condição é difícil de ser detectada e normalmente é descoberta em estágios avançados, podendo levar à perda de visão, a novidade pretende monitorar sinais e evitar complicações.

Glaucoma

Como explica o New Atlas, o glaucoma acontece quando a pressão intraocular (PIO) aumenta e danifica o nervo óptico, que conecta o olho ao cérebro.

No entanto, isso acontece ao longo do tempo e é difícil de identificar, especialmente quando a PIO passa por alterações naturais. A condição normalmente é identificada em exames oftalmológicos de rotina e, depois, ainda precisa ser monitorada. Até lá, o estrago na visão já pode ter acontecido – e é irreversível.

Um dos pacientes voluntários usando a lente de contato (Imagem: Universidade de Northumbria/Reprodução)

Como funciona a lente de contato

A nova lente de contato foi batizada de GlakoLens e quer mudar isso.

Elas são gelatinosas, vestíveis no olho, descartáveis e feitas de polidimetilsiloxano, componente comum na indústria médica. Além disso, são equipadas com um sensor eletricamente passivo, que coleta dados sobre a PIO, os armazena e processa.

Então, os dados processados são enviados para a avaliação de um oftalmologista.

Vantagens

Segundo os especialistas, o uso da lente de contato tem benefícios:

  • Primeiro, ela é menos invasiva e mais precisa do que os métodos atuais de avaliação. Isso porque a avaliação atual requer que o paciente vá a uma clínica médica ao menos uma vez ao dia durante algum tempo para realizar a medição.
  • O método, além de desgastante para o paciente, não é garantia de precisão: se uma variação na PIO for detectada na medição do dia, a pessoa pode ser hospitalizada para passar por uma investigação mais aprofundada, em que diversas medições usando colírios e cotonetes para tocar a córnea são realizadas em pouco tempo.
  • A questão é que a PIO pode variar naturalmente ao longo do dia e isso não é necessariamente um diagnóstico de glaucoma.
  • Já com as lentes, a medição pode acontecer durante um tempo maior (que considera essas variações naturais), de forma não invasiva e sem desgastar o paciente. Os resultados são enviados para profissionais da área a cada 24 horas e, se forem preocupantes, então são chamados para uma avaliação.
Outros dois voluntários durante os testes da lente (Imagem: Universidade de Northumbria/Reprodução)

Testes com a lente de contato

A lente de contato foi testada em um grupo de seis voluntários saudáveis. Eles beberam um litro e meio de água e se deitaram, para que a PIO fosse intencionalmente aumentada.

Todos estavam com a lente no olho esquerdo. Então, os pesquisadores mediram os resultados de ambos os olhos e revelaram que os sensores do dispositivo identificaram as variações tão bem quanto o método já empregado, que foi aplicado no olho direito para comparação.

Eles realizaram testes com grupos maiores e continuarão a trabalhar para investigar a confiabilidade e precisão do sensor, além de otimizar o conforto para o paciente.

Essa não é a primeira lente de contato em testes para identificar glaucoma, com outras semelhantes em testes. Os pesquisadores afirmam que as outras são menos confortáveis e flexíveis, podendo restringir a visão. Ainda, eles esperam que a GlakoLens possa ser usada no diagnóstico de outras doenças presentes no olho.

Por Vitoria Lopes Gomez, editado por Lucas Soares

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Foto: Universidade de Northumbia/Reprodução