A economia americana cresceu 3,3% no quarto trimestre de 2023, segundo a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, divulgada nesta quinta-feira (25/1). O número ficou acima da previsão do mercado. A expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, por exemplo, era de um avanço de 2,0%.

O salto além do esperado tem implicações diretas para os países emergentes – o que inclui o Brasil. Isso porque o dado sobre o PIB indica que a economia americana está aquecida. Tal condição reduz as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciar o aguardado ciclo de corte de juros no país. O Fed tem mantido essas taxas em patamares historicamente elevados na tentativa de reduzir a inflação.

Com os juros altos – hoje mantidos no intervalo entre 5,25% e 5,5%, o maior valor em duas décadas – aumenta a atratividade dos investidores pelos títulos da dívida americana. Em contrapartida, diminui o interesse desses agentes por ativos de renda variável, como as ações negociadas nas Bolsas de Valores. Assim, a tendência é que o mercado de capitais no Brasil perca tração, algo que já vinha ocorrendo desde o início de 2024.

Até o fim de 2023, o merrcado apostava que os juros poderiam começar a cair nos EUA a partir de março. Essa perspectiva foi adiada. Agora, a previsão de queda passou para maio.

Apesar da prévia do PIB americano, a Bolsa brasileira (B3) operava em leve alta por volta das 11h30. O Ibovespa avançava 0,19%, aos 128.105 pontos. Mas ele estava em 128.580 pontos antes do anúncio da prévia do PIB americano.

Metrópoles

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