A 100 Open Startups, consultoria em ecossistemas de inovação, compartilhou com exclusividade ao AgEvolution um levantamento sobre as empresas que mais apostaram em inovação aberta na cadeia do agronegócio nos últimos 12 meses. O material também será debatido no evento OiWeek, que ocorre na próxima semana.
Segundo o estudo, entre os destaques estão a BASF, em Indústria química; a Raízen, em Energia; a Unilever, em Bens de Consumo; a BRF e a Cargill, em Alimentos e Bebidas; o GPA, em Varejo, Comércio e Serviços de Distribuição; iFood, em Indústria Digital; e a Corteva Agriscience, em Agricultura.
A plataforma da consultoria registrou 154 empresas no setor e fizeram Open Innovation com startups nos últimos 12 meses, o que representa cerca de 9% do total de empresas no país que fazem inovação aberta em todos os segmentos.
Essas empresas realizaram 622 relacionamentos com 292 startups no período. Deste total, 157 têm soluções relacionadas a agricultura e alimentos (as conhecidas como Agtechs ou Foodtechs) e as outras 135 são de outros setores e viram, nas empresas do agronegócio, oportunidades de inovação.
“Ainda existe mais atividade de startups no elo final do farm to fork, ou seja, mais próxima do consumidor final do que dentro das fazendas. Contudo, já são muito expressivas as iniciativas em todos os elos. Na verdade, há um crescimento acelerado”, comentou Bruno Rondani, CEO da 100 Open Startups.
Aumento vertiginoso
Nem todas estas startups são totalmente dedicadas ao agro, mas todas também têm serviços ou produtos que atendem o setor. Isso mostra que o agro está sendo transformado por startups não apenas com soluções de agricultura ou tecnologias de alimentos, mas em muitas outras áreas.
Dentro da cadeia de agronegócios, os segmentos das empresas que mais fizeram open innovation com startups foram o de alimentos e bebidas, varejo, comércio e serviços de Distribuição, agricultura, indústria química, energia e indústria digital
Além de agtechs e foodtechs, o setor também interessa a startups de diversas áreas e que, também, fizeram inovação aberta nos últimos 12 meses, como HRTechs (recursos humanos), productivity, IndTechs (indústria), RetailTechs (varejo), CleanTechs (sustentabilidade ou reciclagem) e LogTechs (logística).
Entre as principais tendências de startups e inovação aberta na cadeia do agronegócio, estão o Deep Tech (tecnologia de base), Digital Farm (agricultura digital) e as dietas Plant Based, que serão temas da Oiweek, evento que ocorre na próxima semana de 28 de setembro a 1º de outubro.