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Entidades representativas da cadeia sucroenergética do Brasil enviaram nesta semana um documento ao presidente Jair Bolsonaro em que relatam os impactos da crise do novo coronavírus para o setor, agravados pelos baixos preços internacionais do petróleo. Eles pedem que o governo federal tome ação imediata para evitar que o setor entre em colapso nas próximas semanas.

Na segunda-feira, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comentou à TV Bandeirantes que a pasta estava trabalhando para criar um plano de ajuda. Entre as medidas citadas estão a retirada de PIS/Cofins sobre o etanol, aumento da Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] para gasolina e a criação de uma linha de crédito para um ano de estocagem para açúcar e etanol.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúca, o etanol, um dos produtos mais impactados pela crise, tem sido vendido abaixo de seu valor de custo e, se isso continuar, usinas serão obrigadas a interromper a safra que mal começou. Segundo a entidade, os efeitos seriam impensáveis já que a cadeia que envolve produtores de cana, fornecedores de máquinas e insumos, cooperativas e colaboradores em mais de 1.200 cidades brasileiras.

Além disso, a Unica contabiliza 370 usinas e destilarias, 70 mil fornecedores de cana-de-açúcar, num total de 2,3 milhões de empregos diretos e indiretos que estão ameaçados.

Setor do etanol pode entrar em colapso nas próximas semanas, diz Unica