Pela opção de tentar colocar o pé em duas canoas, principalmente de dois arquirrivais na política, o prefeito Daniel Alonso deve prejudicar Marília com essa sua atitude de uma possível “traição velada” ao governador Doria. Enquanto afaga Doria, Alonso determina que sua filha, Daniele (pré-candidata a deputada estadual) “afague” Bolsonaro, como na viagem que ela fez a Presidente Prudente para acompanhar visita e tietar o presidente. Pé em duas canoas não dá certo em política e, segundo fontes, Doria já está ciente dos fatos. Do outro lado, o próprio Presidente é informado de quem é quem, como fica demonstrado em sua fisionomia não costumeira em fotos.
E o pior, Daniel ainda coloca parente seu para atacar constantemente Bolsonaro em redes sociais, como se o governador estivesse entrando nessa história. O fato é que Daniel sabe da grande rejeição de Doria em Marília e região. Por isso, orientam a sua filha que pegue uma carona com imagem de bolsonarista, como vários outros políticos já fizeram e ainda fazem. A questão é que precisam combinar com o eleitor, que de bobo não tem nada.

Só falta agora a cara de pau de quererem ir às manifestações do dia 7 de Setembro para defender Bolsonaro e a livre expressão
O eleitor mariliense sabe que geralmente político está cada hora de um lado, com único interesse em si mesmo. Só que as eleições vão chegar e o grupo de Daniel Alonso vai ter que decidir. Se é Doria ou Bolsonaro. Esse negócio do pai ficar de um lado e colocar a filha pré-candidata do outro, só tende a prejudicar Marília, que atualmente está na “jurisdição política” do Estado de São Paulo, de onde vêm os recursos principais ao município.
E aí também se perde a credibilidade com o Palácio do Planalto, o que pode deixar a cidade em total asilo político. O prefeito precisa entender que ou fica de um lado ou de outro. Aí dá certo, como fez a prefeita Suéllen, de Bauru, que optou de uma vez pelo governo federal, tem ido para lá e conquistado recursos e obras para seu município. Agora, não dá para entender tamanha infantilidade política.
E não é a primeira vez que ele faz isso. Em plena campanha de Doria participou de uma reunião com o governador, levou sua filha, que não poderia, participaram dos planos de campanha e depois foram, logo em seguida, para um encontro com o candidato Márcio França e sua cúpula. Dória foi informado e ficou muito irritado com isso. Por isso nunca confiou muito em Daniel Alonso e deixou Marília um pouco de lado em seu governo. Ainda mais agora, querendo pegar carona com o bolsonarismo, quando o eleitor sabe que é puro oportunismo político, a situação tende a piorar.

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Fotos que correm as redes sociais, propositalmente, da filha no prefeito com o presidente e membros de seu governo, tentando pegar carona no bolsonarismo às vésperas das eleições