REPRODUÇÃO GAZETA BRASIL

A decisão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, de não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado provocou reação do relator da comissão, Alessandro Vieira, que criticou duramente o encerramento antecipado das atividades.

Instalada em novembro, a comissão tem previsão de término na próxima terça-feira (14). Segundo Vieira, o pedido de prorrogação, apresentado na segunda-feira (6) com apoio de 28 senadores, foi rejeitado sob a justificativa de que o ano eleitoral poderia comprometer o andamento dos trabalhos.

De acordo com o relator, a decisão prejudica a conclusão das investigações. “Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral, e na visão dele não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que não concordamos, entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço à população. A CPI ainda tem muitos documentos, sigilos para serem analisados, mas não teremos esse tempo. Dia 14 apresentamos o relatório e esperamos que seja votado”, afirmou Vieira após reunião com Alcolumbre.

Apesar da discordância, o senador indicou que não deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão. “Já tem jurisprudência firmada e foi reafirmada quando negaram a prorrogação da CPI do INSS. Vamos testemunhar agora para saber se o Supremo vai rasgar mais esse pedaço da Constituição. Vamos jogar pelas regras”, disse.

Vieira também levantou questionamentos sobre possíveis limitações nas investigações. “Como pode ocorrer uma investigação da CPMI do Master, envolvendo ainda, supostamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal? Como pode ser essa atuação, mesmo tendo essas barreiras? É uma estratégia para poder investigar as informações. Tem vários caminhos para receber a informação que você precisa. E a cada movimento do bloqueio, você contorna buscando outros caminhos”, declarou.

O relator argumenta que a comissão reuniu um “volume monumental” de documentos e que seria necessário mais tempo para análise detalhada, além da oitiva de investigados e testemunhas. Entre os planos, estava a convocação de governadores e secretários de segurança para aprofundar o diagnóstico sobre a atuação de facções criminosas e milícias em diferentes estados.

COM INFORMAÇÕES DE GAZETA BRASIL

Fonte: Diário Do Brasil

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