Os acadêmicos do primeiro ano do curso de Direito da Universidade de Marília (Unimar) participaram de uma aula inovadora, que integra as metodologias ativas do curso, analisando preceitos jurídicos através de letras de músicas na atividade “Jurídico Sertanejo”. O projeto vem sendo realizado na disciplina de História do Direito, ministrada pelo docente e procurador da república, Dr. Jefferson Aparecido Dias.
Segundo o docente, o objetivo da atividade é apresentar aos acadêmicos os preceitos jurídicos. “Nesta disciplina, História do Direito, eu começo explicando que por muito tempo a normatividade não era baseada em normas jurídicas, mas sim em tradições e em músicas. Então, com esta atividade, a gente tenta resgatar um pouco disso para a nossa atualidade e, também, mostrando como as músicas atuais também trazem os preceitos jurídicos. A partir disso, os alunos resgatam essas músicas, analisam quais são os princípios jurídicos e criam observações sobre o tema. Como são alunos do primeiro ano de Direito e temas que ainda não conhecem, a atividade proporciona o contato pela primeira vez”, explica.
Os acadêmicos foram divididos em grupos e cada um escolheu entre duas músicas que trouxessem preceitos jurídicos a serem analisados, sendo uma canção mais antiga e uma atual. A partir desta escolha, os grupos precisaram pesquisar sobre as leis que envolvem o caso e apresentar aos colegas.
Ainda segundo o Dr. Jefferson, outro fator importante da atividade, é desenvolver outras competências nos acadêmicos. “A atividade visa, também, aumentar a capacidade de pesquisa dos acadêmicos, que é algo muito importante no curso de Direito. Além disso, eles vão desenvolver outras importantes potencialidades, porque são temáticas de várias disciplinas como Direito Civil, Direito Penal, Processo Penal, entre outras, assim ajudando no aprendizado das futuras disciplinas que vão cursar”, destaca.
Entre as músicas apresentadas estavam, “A Loira do Carro Branco”, da dupla João Paulo e Daniel, que a história retrata um furto mediante fraude ou estelionato, a música “Rita”, de Tierry, que fala sobre adultério e, também, a moda de viola “Canarinho Prisioneiro”, de Chico Rey & Paraná, que retrata um crime ambiental.
Para a acadêmica Maria Luiza Rossini Ramos, a atividade tornou o processo de aprendizado muito mais leve e divertido. “O projeto deixou esta aula muito dinâmica. Na minha visão, favoreceu ainda a união da sala, porque precisamos trabalhar em grupo, e trouxe mais alegria para o curso, que tem características mais sérias. Eu gostei muito e acho muito importante ter estas metodologias, porque o conteúdo é assimilado de uma forma mais rápida e permanente”, ressalta.
A acadêmica Laura Moura conta que a atividade foi uma forma divertida e eficaz de aprender. “A dinâmica foi extremamente enriquecedora. Envolver a música com o Direito foi uma ideia sensacional, trouxe de modo atípico um aprendizado que, com certeza, será eterno. Para nós, do curso de Direito, que temos uma rotina mais tradicional, a música nos alegrou e foi mais divertido estudar. Sem contar que, daqui a pouco, estaremos em semana de prova e começar com música foi ótimo”, detalha.

Acadêmicos da Unimar aprendem Direito analisando músicas sertanejas
Acadêmicos da Unimar aprendem Direito analisando músicas sertanejas (Fotos Divulgação)