
REPRODUÇÃO
O reajuste do preço do combustível de aviação (QAV) em até 56,3%, válido a partir desta quarta-feira, deve pressionar ainda mais os custos das companhias aéreas brasileiras, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Somado ao aumento de 9,4% aplicado em março, o impacto elevará a participação do QAV nos custos operacionais das empresas de pouco mais de 30% para 45%. A alta foi anunciada pela Petrobras
Em nota, a Abear alertou que a medida terá efeito direto sobre a expansão da malha aérea nacional. “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, afirmou a entidade.
A associação destacou ainda que, diferente da gasolina, o preço do QAV é atrelado ao valor do petróleo no mercado internacional, mesmo com mais de 80% do combustível consumido no Brasil sendo produzido internamente. Isso faz com que o mercado doméstico fique mais vulnerável a choques externos.
Abaixo a íntegra da nota da Abear
“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo.
Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.
Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações.”
COM INFORMAÇÕES DE GAZETA BRASIL
