
Imagens youtube @bandjornalismo, @Cienciaetecnologiagovpb e @mcti
Um relatório divulgado em 26 de fevereiro de 2026 pelo Comitê Seleto sobre a China, do Congresso dos Estados Unidos, acusa o governo chinês de operar instalações espaciais com potencial uso militar na América Latina. O documento aponta o Brasil como o centro dessa estratégia e destaca projetos desenvolvidos no Nordeste, com atenção especial para o estado da Paraíba.
O comitê norte-americano cita o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia, localizado na Serra do Urubu, no sertão paraibano. O projeto, iniciado em 2025, é fruto de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China — apontado no relatório como integrante da base industrial de defesa chinesa — e as universidades federais de Campina Grande (UFCG) e da Paraíba (UFPB).
Segundo o documento dos Estados Unidos, a tecnologia de radioastronomia empregada no laboratório paraibano é classificada como de “uso duplo”. Isso significa que, além da pesquisa científica, os equipamentos possuem capacidade para rastrear satélites militares e fornecer informações de monitoramento espacial para o sistema de defesa da China.
Além da Paraíba, o relatório menciona a Estação Terrestre de Tucano, localizada em Salvador, na Bahia. A instalação opera nas dependências da empresa aeroespacial brasileira Ayla Space, em parceria com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Os EUA alegam que a estrutura permite à China monitorar ativos militares estrangeiros na América do Sul em tempo real. O comitê estima que existam pelo menos dez estações com características semelhantes na região.
Até o momento, os governos do Brasil e da China não emitiram declarações oficiais sobre as acusações do relatório, que foi publicado durante o mandato do presidente norte-americano Donald Trump. A empresa Ayla Space negou o envolvimento com atividades militares e afirmou que suas operações são voltadas exclusivamente para a análise civil de satélites.
ASSISTA:
Fonte: Diário Do Brasil
