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Imigrantes venezuelanos em Florianópolis se reuniram, neste domingo (4), em uma manifestação após a prisão do presidente do país, Nicolás Maduro.
Com bandeiras, cartazes e gritos de liberdade, o ato reuniu pessoas que deixaram a Venezuela nos últimos anos em razão da crise política, econômica e humanitária vivida no país.
O grupo se reuniu na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, na região central da capital catarinense. Para os participantes do ato, a prisão do líder venezuelano representa o início de uma mudança aguardada há décadas.
A gente está celebrando agora a liberdade da Venezuela. A Liberdade de um povo que tava sofrendo há quase 26 anos com um Governo Ditatorial. Se fez justiça. Daqui para frente, queremos paz para o nosso país e que tudo aconteça de forma justa, sem violência”, declarou Luis Navarro, ex-preso político do país.
À reportagem da NDTV RECORD, Navarro contou que fez parte de um movimento político opositor ao regime de Nicolás Maduro e, por isso, permaneceu preso durante quatro anos. “Hoje, este momento representa, para nós, felicidade e uma imensa alegria reencontrada”, disse.
Venezuelanos em Florianópolis comemoram prisão de Maduro
Para muitos participantes da manifestação, o sentimento era de alívio. A brasileira Amanda Luniere viveu por dez anos no país, casou-se com um homem venezuelano e tem um filho nascido lá. Ela afirmou ter vivido o período mais crítico da crise e, ao retornar ao Brasil, em 2018, pesava apenas 36 quilos e estava desnutrida.
Henry Javier Astroza Caldeira, que deixou a Venezuela em 2019, entrou no Brasil pelo Norte e, três meses depois, passou a viver entre os mais de 1.500 venezuelanos em Florianópolis. Com a prisão de Nicolás Maduro, ele cogita retornar ao país.
“Eu, assim como muitos venezuelanos temos familiares lá. Essa é uma porta que está se abrindo para vermos eles novamente”, afirmou à reportagem.
Prisão de Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas nesse sábado (3) e levados para Nova York, onde estão sob custódia dos Estados Unidos.
O casal foi levado para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Lá, Maduro deve ser julgado por acusações formais do governo americano de narcotráfico.
A captura do político também foi provocada pelo agravamento das tensões diplomáticas e militares entre os dois países nos últimos meses. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu, interinamente, o comando do país. Ela é uma das principais figuras do chavismo e aliada próxima de Maduro.
com informações de NDMAIS
Fonte: Diário Do Brasil
