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A vila caiçara de Trindade, situada em Paraty, a aproximadamente 236 quilômetros da capital fluminense, enfrenta uma escalada de apreensão devido à ação do Comando Vermelho, conforme informações de residentes e boletins policiais. A presença da organização criminosa, que supostamente se fortaleceu a partir de 2024, não se restringe ao comércio de entorpecentes, abrangendo também a gestão de praias, trilhas e estacionamentos, o que altera significativamente a rotina dos habitantes e dos visitantes.
Moradores relataram a um veículo de notícias que a atuação manifesta do grupo não se limita a Trindade. Outras enseadas caiçaras de Paraty, como a praia do Sono, Calhaus e Pouso da Cajaíba, estariam da mesma forma sob domínio da facção, com relatos de intimidação e imposição de normas não oficiais em locais bastante frequentados por turistas.
Na praia do Sono, um dos destinos mais procurados da área, surgiram relatos de cobrança de valores de barqueiros responsáveis pelo transporte local. Em dezembro, os moradores realizaram um protesto contra essas exigências, o que teria provocado uma reação direta da facção. No mesmo mês, em um grupo de discussão de moradores em uma plataforma digital, um usuário anônimo que se identificou como membro do Comando Vermelho justificou as cobranças, alegando que a medida não era uma extorsão, mas sim uma forma de “criar uma reserva” para auxiliar barqueiros em emergências, como falta de combustível ou avarias mecânicas. A mensagem, contudo, finalizou com um tom intimidatório: “Não vamos admitir que línguas de trapo tentem desestabilizar o que foi construído com respeito. Quem tem proceder sabe quem é quem, quem não tem a vida ensina a ter postura. Estamos de olho em tudo.”
Fonte: Portal.curiuva
Fonte: Diário Do Brasil
