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Clientes de bancos como Bradesco, Itaú e Santander são surpreendidos com a notícia do fechamento de 7.625 agências no Brasil

O setor bancário brasileiro passou por uma transformação profunda ao longo da última década. De acordo com dados oficiais do Banco Central, o país perdeu 7.625 agências bancárias entre 2015 e 2025, movimento que impactou diretamente correntistas do Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa.

Atualmente, essa redução representa 32,9% da rede física, evidenciando uma mudança estrutural no modelo de atendimento bancário no Brasil.

Brasil perdeu um terço das agências bancárias em dez anos

Em março de 2015, o Brasil contava com 23.154 agências bancárias. No entanto, esse número caiu para 15.529 unidades em 2025, segundo levantamento publicado pelo Valor Econômico, uma das fontes mais confiáveis do mercado financeiro.

Assim, em apenas uma década, mais de um terço das agências simplesmente deixou de existir, alterando drasticamente a relação entre bancos e clientes.

Bradesco, Itaú e Santander lideram o fechamento de agências

Entre os grandes bancos, o Bradesco lidera o ranking de encerramentos, com 2.550 agências fechadas desde 2015. Logo depois aparece o Itaú, que encerrou 2.198 unidades no mesmo período.

Enquanto isso, o fechamento também avançou no Banco do Brasil, com 1.557 agências, no Santander, com 624, e na Caixa Econômica Federal, que desativou 189 pontos físicos.

Ranking atual das maiores redes bancárias do país

Há dez anos, as maiores redes de atendimento pertenciam ao Banco do BrasilBradescoItaú e Caixa. Atualmente, o cenário mudou consideravelmente.

Hoje, o Banco do Brasil mantém 3.987 agências, seguido pela Caixa, com 3.212pelo Bradesco, com 2.104, pelo Santander, com 2.017, e pelo Itaú, que opera apenas 1.649 agências físicas.

Digitalização acelerou a mudança no atendimento bancário

O avanço da digitalização bancáriaexplica grande parte desse movimento. Com a popularização dos aplicativos, internet banking e atendimentos automatizados, muitos serviços deixaram de exigir presença física.

Além disso, a pandemia acelerou esse processo, fazendo com que milhões de clientes migrassem definitivamente para os canais digitais, reduzindo a demanda por agências tradicionais.

Fintechs ganham espaço com modelo 100% digital

Enquanto bancos tradicionais fecham unidades, as fintechs seguem em expansão. Desde 2018, instituições digitais multiplicaram sua base de clientes, oferecendo contas sem tarifasserviços ágeis e atendimento remoto.

Dessa forma, essas empresas passaram a ocupar o espaço deixado pelos fechamentos, especialmente entre os consumidores mais jovens e conectados.

O fechamento de agências bancárias vai continuar nos próximos anos?

Com os investimentos crescentes em tecnologiainteligência artificial e autoatendimento, especialistas apontam que o modelo físico tende a se tornar cada vez mais restrito. Assim, novas rodadas de fechamento ainda podem ocorrer, principalmente em regiões com menor fluxo presencial.

Para os correntistas, o desafio passa a ser adaptação digital, enquanto o setor financeiro caminha para um formato cada vez mais online e descentralizado. com informações de TVFOCO 

Fonte: Diário Do Brasil

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Correntistas são surpreendidos com fechamento de 7.625 agências no Brasil