
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Uma das instituições mais afetadas no caso do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) busca soluções para sair da crise gerada pela compra de R$ 12 bilhões em títulos investigados por suspeita de fraude.
Uma das possibilidades aventadas nos últimos dias é a federalização do banco, que poderia ocorrer por meio de sua incorporação à União ou eventual controle pela Caixa Econômica Federal. No entanto, a alternativa traz riscos, podendo pressionar a liquidez da Caixa e, no limite, o próprio contribuinte.
A Gazeta do Povo mostrou, em janeiro, que o rombo causado pelas negociações do BRB com o Master poderia recair sobre o contribuinte do Distrito Federal. Com a possibilidade de federalização, essa conta tende a ser ampliada para o resto do país, já que nesse processo o próprio Tesouro ou a Caixa poderiam ser chamados a fazer aportes.
Além do risco político, há o impacto fiscal. A Caixa poderia assumir um passivo maior do que o esperado e ainda enfrentar questionamentos sobre sua capacidade de gerir os ativos do Banco de Brasília.
Até o momento, as estimativas apontam que o rombo no BRB pode chegar a R$ 15 bilhões, um passivo que poderia superar a liquidez disponível estimada da própria Caixa, hoje em torno de R$ 10 bilhões.
Fonte: Gazetadopovo
Fonte: Diário Do Brasil
