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Um dia após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladímir Padrino López, anunciou neste domingo, 4, o reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina do país.
Em nota oficial, Padrino López afirmou que as Forças Armadas venezuelanas “rejeitam categoricamente o sequestro covarde” de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
O general acusou ainda tropas americanas de terem “assassinado a sangue-frio grande parte de seu esquema de segurança, soldados e civis inocentes”, sem dar nomes ou números de vítimas.
Segundo o ministro, a decisão de apoiar Rodríguez segue um caminho institucional.
Ele escreveu que, em “estrito cumprimento” da legislação venezuelana, os militares acatarão a decisão do Supremo Tribunal que nomeou a vice-presidente “em caráter interino, com todos os poderes, deveres e atribuições do presidente da República”.
Na mesma nota, Padrino López dafirmou que as Forças Armadas irão “garantir a governabilidade do país” e empregar “todas as capacidades disponíveis para defender a nação, manter a ordem interna e preservar a paz”.
O general acrescentou que o aparato militar venezuelano permanece mobilizado no que chamou de uma “fusão perfeita entre o povo, a polícia e as Forças Armadas”.
Trump e Rubio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado, 3, em coletiva de imprensa, que Rodríguez permaneceria à frente do país. Segundo ele, a dirigente estaria disposta a cooperar com Washington para “tornar a Venezuela grande novamente”.
O governo americano passou a condicionar qualquer relação futura com o governo venezuelano a gestos concretos do novo comando em Caracas.
Neste domingo, como mostramos, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington avaliará Rodríguez e outras figuras remanescentes do regime por suas “ações e fatos” nos próximos dias, e não por declarações públicas.
O Antagonista
