
Avanço de facções na Amazônia desafia autoridades — Foto: Divulgação/Polícia Fedral
Organizações como o PCC e CV aliam-se a diferentes agentes de degradação, como garimpeiros, madeireiros e grileiros, e pressionam áreas de conservação e Terras Indígenas
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RESUMO
Enquanto o governo federal exalta a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, os dois maiores biomas brasileiros, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se vê diante do desafio do crescimento recente da presença do crime organizado nestes locais. Em busca de lucros que abastecem outras atividades das quadrilhas, facções como o Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) aliam-se a diferentes agentes de degradação ambiental, como garimpeiros, madeireiros e grileiros, e pressionam áreas de conservação e Terras Indígenas (TI). Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam a necessidade de novas abordagens de enfrentamento a esses grupos, além de reforço prático na conexão entre as agendas de segurança pública e meio ambiente.
O principal alerta vem da Amazônia, bioma com posição estratégica para as facções por ser próximo a regiões produtoras de droga. Os rios que atravessam a floresta também são rotas de exportação nacional e internacional. Para Aiala Couto, pesquisador sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o narcotráfico vem se conectando com outras frentes do crime ambiental desde o governo de Jair Bolsonaro (PF), quando a Polícia Federal (PF) e o Ibama tiveram a “atuação limitada” no bioma.
o Globo
Fonte: Diário Do Brasil
