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Havia poucos meses que Elissete Garcia tinha deixado Cuba, onde nasceu, e desembarcado no Brasil. Logo após conquistar o CPF, ela conseguiu um emprego em uma clínica. Pelo mês de trabalho, recebia R$ 1.400, pagos pelo patrão por Pix enviado para uma conta que ela tinha no Nubank.
“De repente, no dia que o meu salário caiu, fui acessar a conta e descobri que ela estava bloqueada”, conta Elissete. A fintech, de acordo com ela, não emitiu qualquer comunicado anterior ao bloqueio. “Consegui entrar em contato por e-mail e me retornaram dizendo que eu deveria esperar 30 dias e que nunca mais poderia ter qualquer vínculo com o Nubank”, lembra.
Até hoje, dois anos depois, ela não recuperou o dinheiro. “É pouco. Mas era tudo que eu tinha. Estava tentando reconstruir a minha vida”, conta. O relato de Elissete é semelhante ao de outros clientes do Nubank que, por conta do baixo valor bloqueado, e da dificuldade de ter acesso a um advogado, amargaram prejuízos decorrentes de bloqueios do Nubank.
O vendedor Lucas Leitão lembra os perrengues que teve que enfrentar após, também sem aviso, ter sua conta do Nubank bloqueada. “Bloquearam a conta com todo o meu dinheiro. Dinheiro para pagar minhas contas, para viver. Eu tive que pedir ajuda para minha mãe, tinha que ligar e pedir pra ele fazer um Pix para o estabelecimento onde eu queria comprar um refrigerante”, lembra.
O bloqueio, de acordo com ele, ocorreu após um amigo enviar um Pix para ele de R$ 200. Lucas conseguiu entrar em um grupo de WhatsApp que reunia pessoas que estavam passando pela mesma situação e lá conseguiu auxílio jurídico. “Era muita gente com o mesmo problema”, conta. O vendedor conseguiu reaver o dinheiro após acionar a Justiça.
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