REPRODUÇÃO DE VÍDEO

Oscar Maroni nunca engoliu o fato de ter sido impedido, mais de 18 anos atrás, de colocar para funcionar o suntuoso hotel cinco estrelas construído ao 

custo de dezenas de milhares de cabeças de boi e nomeado em homenagem própria.

O empresário da “noite” – para muitos, o cafetão mais famoso do Brasil – morreu culpando a degradação do seu Oscar’s Hotel pela degradação também do seu quadro de saúde. Tinha certeza que o prédio erguido a cerca de 600m da cabeceira da pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e lacrado logo após a morte de quase 200 pessoas ali do lado em 2007, foi usado como bode expiatório para desviar atenção das responsabilidades o gravíssimo acidente.

“Cai o avião da TAM, morrem 199 pessoas. Quem vai preso? O dono do puteiro”, dizia e escrevia. A frase está na contracapa da autobiografia de Maroni, exposta em uma espécie de redoma na entrada da boate Bahamas, um “balneário” onde mulheres e homens pagam para entrar, mas os valores cobrados deles são muito mais altos e lhes dão o direito de permanecerem por 1h em quarto de hotel na companhia de quem desejarem.

Agora, sem o ressentimento do pai – que chegou a rejeitar acionar o seguro da obra quando pastilhas começaram a se desprender da fachada, porque desejava expor publicamente a degradação causada pela interdição –, os filhos trabalham nos bastidores para conseguir derrubar os vetos legais ao empreendimento e vendê-los a alguma rede hoteleira disposta a reembolsar pelo menos os R$ 250 milhões, em valores atuais, investidos.

A prefeitura também alegava que Maroni havia licenciado um edifício residencial, mas anunciava aos sete ventos que inauguraria ali um hotel. Depois de meses de decisões judiciais de lado a lado, que também causaram o fechamento do Bahamas e a prisão de Maroni – acusado de favorecimento e exploração da prostituição depois de dizer, em entrevista que seu empreendimento era uma “casa de prostituição de luxo –, a boate acabou reabrindo.

VEJA VÍDEO:

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

Fonte: Diário Do Brasil

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Herdeiros querem abrir com 18 anos de atraso hotel deixado por Maroni; VEJA VÍDEO