
Cada vez mais casais brasileiros estão saindo do país para conseguir ter filhos através de formas de reprodução assistida — como a chamada “barriga de aluguel”.
Essa tem sido a solução encontrada principalmente por casais homoafetivos masculinos e por mulheres com problemas de saúde que impedem a gestação.
O que está por trás disso
No Brasil, a “barriga de aluguel” — chamada oficialmente de gestação de substituição — só é permitida de forma solidária e sem fins lucrativos.
Ou seja, a mulher que empresta o útero precisa ser parente de até quarto grau de um dos futuros pais e já ter tido pelo menos um filho, além de não haver nenhum pagamento envolvido.
Para muitos casais, essa é a única opção disponível por aqui, mas encontrar uma parente disposta, saudável e elegível não é simples e, quando isso não acontece, o caminho aponta para fora do país.
Bebê a bordo
Países como Colômbia, EUA, Argentina e Grécia permitem a gestação por substituição comercial, em que a gestante é remunerada e não precisa ter nenhum vínculo familiar com os pais.
No caso dos brasileiros, a Colômbia se tornou a queridinha do chamado “turismo reprodutivo”. Isso, tanto pela proximidade quanto pelo idioma e pelo custo mais acessível.
Mas isso não é simples nem barato
Dependendo do país, o processo pode custar entre R$ 250 mil e mais de R$ 500 mil, além de envolver viagens, burocracia e tempo de espera.
Isso sem falar que, depois do nascimento, ainda existe a parte burocrática para trazer o bebê ao Brasil e garantir que ele seja reconhecido legalmente como filho do casal que viajou ao exterior.

Bogotá, capital da Colômbia, é um dos destinos preferidos pelo idioma, valor e infraestrutura hospitalar
Virou business
O Brasil é o maior mercado de reprodução assistida da América Latina, concentrando 40% de todos os centros da região.
Por aqui, a prática movimenta mais de R$ 2,5 bilhões todos os anos, podendo passar dos R$ 3 bilhões agora em 2026.
