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A sequência de tempestades de neve que atinge o leste da Rússia desde a última segunda-feira (12/1) transformou cidades inteiras em verdadeiros labirintos de gelo, com neve encobrindo prédios de vários andares, alterando a rotina de milhares de moradores e pressionando segurança pública, transporte e serviços básicos.

Como a nevasca extrema na Rússia transforma cidades em labirintos de gelo?

De acordo com autoridades locais, a nevasca extrema na Rússia teve início com sistemas de baixa pressão formados sobre o mar de Okhotsk, que avançaram em sequência sobre o leste do país. Em poucos dias, o acúmulo já ultrapassou três metros em diversos pontos, cobrindo veículos e bloqueando totalmente térreos de prédios residenciais.

Moradores relatam que, em alguns bairros, a neve chegou à altura do quarto andar de edifícios, formando verdadeiras paredes brancas ao redor das construções. Ruas inteiras desapareceram sob blocos de neve compactada, dificultando a circulação de ambulâncias, caminhões de limpeza e viaturas de resgate, o que levou à suspensão de aulas, redução do transporte público e interdição de estradas.

Quais os impactos da nevasca extrema na Rússia?

Pelo menos duas pessoas morreram após o desabamento de grandes massas de neve e gelo acumuladas em telhados, o que levou o Comitê Investigativo da Rússia a abrir um inquérito criminal para apurar possíveis falhas de segurança e manutenção. As vítimas, de 60 e 63 anos, foram atingidas por blocos que se desprenderam de prédios residenciais e acabaram soterradas.

Autoridades apontam que a limpeza preventiva dos telhados não acompanhou o ritmo do acúmulo de neve, gerando camadas instáveis que podem se soltar de forma repentina, especialmente com oscilações de temperatura e ventos fortes. Diante do aumento de acidentes e chamados para serviços de emergência, foi decretado estado de emergência em diferentes localidades para acelerar contratações, mobilizar maquinário pesado e destinar recursos extras à remoção da neve.

Quais medidas estão sendo tomadas para enfrentar o caso?

Com bairros inteiros isolados, o foco inicial é garantir acesso a serviços essenciais e proteção a grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Equipes do Ministério de Situações de Emergência abrem túneis na neve para alcançar portas e garagens bloqueadas, e em alguns casos o resgate precisa ser feito por andares superiores devido ao bloqueio total do nível da rua.

Para reduzir riscos imediatos à população e restabelecer a circulação mínima, diversas ações emergenciais foram colocadas em prática pelas autoridades locais e equipes de resposta a desastres:

Remoção intensiva de neve em telhados, calçadas e entradas de prédios para diminuir o risco de desabamentos;
Uso de máquinas pesadas, como escavadeiras e caminhões, para liberar vias principais e rotas de ambulâncias;
Monitoramento constante de áreas com maior acúmulo de neve, incluindo escolas, hospitais e prédios públicos;
Instalação de abrigos temporários para moradores que precisem deixar suas casas por danos estruturais ou falta de aquecimento.
Quais as previsões para os próximos dias?

Meteorologistas indicam a manutenção das condições severas pelo menos até o final da semana, com neve pesada, ventos fortes e visibilidade muito reduzida. Esse cenário aumenta o risco de novos acidentes em estradas, quedas de galhos, desabamentos de estruturas frágeis e desprendimento de placas de gelo, exigindo que a população reduza deslocamentos ao estritamente necessário.

Eventos desse tipo não são desconhecidos em áreas de clima subártico, mas a sucessão de tempestades em curto intervalo e o volume de neve chamam a atenção de especialistas. Pesquisadores monitoram possíveis ligações com padrões de aquecimento dos oceanos e mudanças na circulação atmosférica, enquanto autoridades reforçam sistemas de alerta, revisão de normas de construção e ampliação da limpeza preventiva de telhados para prevenir tragédias futuras.

Fonte: Terra Brasil Notícias

Fonte: Diário Do Brasil

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Nevasca extrema na Rússia encobre prédios inteiros, provoca mortes e causa destruição