
Arte/Metrópoles
O imbróglio que envolve a mansão do bilionário João Adibe, dono da Cimed, nos Jardins, teve seu desfecho na Justiça paulista com acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que negou recursos do empresário e manteve embargo judicial da obra.
Revelado pelo Metrópoles, o caso se trata de uma batalha jurídica entre o bilionário, a associação do bairro, Ame Jardins, e um banqueiro vizinho de Adibe.
O responsável pela construção é o empresário João Adibe, presidente da farmacêutica Cimed e 86º homem mais rico do país, com patrimônio estimado em R$ 5,2 bilhões, segundo a revista Forbes. Nos últimos meses, Adibe também passou a frequentar o noticiário esportivo, citado como possível futuro presidente do Palmeiras.
A decisão de primeira instância que foi mantida havia mandado paralisar a obra, embora a defesa argumentasse que ela já estava finalizada, em fase apenas de “ajustes decorativos” e paisagismo. Além disso, a Justiça havia garantido ao Condephaat (conselho de patrimônio histórico estadual) a autorização de vistoria completa no imóvel, uma vez que os Jardins são um bairro tombado.
A Justiça havia também vedado a expedição do Habite-se da obra. No entanto, o documento já havia sido expedido pela prefeitura na época da decisão, em dezembro do ano passado. Na decisão, os desembargadores argumentaram que a mera emissão do documento não garante a regularidade da obra.
A prefeitura afirmou ao Metrópoles que, em janeiro, o Habite-se da obra foi suspenso. “A medida foi adotada após constatação de que a obra foi executada em desacordo com o projeto aprovado”, diz a gestão.
Em dezembro, os advogados de João Adibe, Daniel Bialski e Fabio Kadi, afirmaram que “a obra da casa foi autorizada por todos os órgãos competentes e já foi concluída há meses, portanto, não procede qualquer imputação de embargo”.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Diário Do Brasil
