Reprodução/TJSP

O delegado Eduardo Peretti Guimarães foi condenado, na sexta-feira (20/02), a nove anos de prisão, em regime fechado, por integrar uma organização criminosa formada por policiais civis e militares em São Paulo.

Segundo a sentença, obtida pelo Metrópoles, ele exercia papel central no grupo, coordenando ações e se valendo da estrutura do estado para dar aparência de legalidade às abordagens que terminavam em cobrança de dinheiro.

De acordo com a decisão, o esquema reunia agentes públicos que, em vez de combater o crime, atuavam em conjunto para obter vantagem indevida. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que o grupo funcionava de maneira organizada e estável, característica que configura o crime de organização criminosa.

Além de Peretti, foram condenados os policiais militares Jorge Luiz Cascarelli Junior e Jocimar Canuto de Paula, além dos policiais civis Wilson Isidoro Junior, Ronaldo Batalha de Oliveira e Diego Bandeira Lima. Cada um deles recebeu oito anos e nove meses de prisão, também em regime fechado, além de multa, pelo mesmo crime. Todos negam os crimes e respondem ao caso em liberdade.

Há diálogos interceptados em que comparsas discutem a divisão do dinheiro e reclamam de suposto “chapéu”, termo usado para indicar que parte do valor não teria sido repassada entre eles.

Além das extorsões, o processo descreve a entrega de cocaína pelo delegado a outros integrantes do grupo, chamada em conversas de “negócio branco” dado pelo “doutor”.

Fonte: Metrópoles

Fonte: Diário Do Brasil

Compartilhar matéria no
O que estava nas mensagens? Conversas revelam engrenagem de extorsão policial; SAIBA MAIS